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Ucrânia. Ronda de negociações termina com avanços nos corredores humanitários

Mykhailo Podoliak - membro da delegação ucraniana © Twitter
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A terceira ronda de negociações entre russos e ucranianos terminou esta segunda-feira ao fim da tarde com “alguns resultados positivos” na questão dos corredores humanitários, anunciou Mykhailo Podoliak, membro da delegação ucraniana.

“Alcançámos alguns resultados positivos no que diz respeito à logística dos corredores humanitários”, disse Podoliak, assessor da presidência ucraniana, na sua conta na rede social Twitter.

Citado pela Sky News, Mykhailo Podolyak​ afirmou, no entanto, que as conversações “não melhoraram significativamente a situação” que se vive atualmente na Ucrânia.

De acordo com a agência AFP, o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse que a terceira ronda de conversações não esteve “à altura das expectativas de Moscovo”.

“Esperamos que da próxima vez possamos fazer um avanço mais significativo”, acrescentou em conferência de imprensa, transmitida pelo canal de televisão estatal russo Rossia 24.

Antes do início do encontro, que decorreu na Bielorrússia, perto da fronteira polaca, Vladimir Medinsky, tinha dito que os negociadores iam discutir três blocos de questões, nomeadamente, “resolução da política interna, aspetos humanitários internacionais e resolução de questões militares”.

Recorde-se que os militares russos anunciaram a abertura, esta segunda-feira, de vários corredores humanitários e o estabelecimento de cessar-fogos localizados para retirar os civis das cidades ucranianas de Kharkhiv, Kiev, Mariupol e Sumy, que são assoladas por intensos combates.

Moscovo diz ter passado esta informação às estruturas das Nações Unidas, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

A decisão foi tomada “perante a situação humanitária catastrófica e o seu forte agravamento nas cidades de Kiev, Kharkiv, Sumi e Mariupol”, justificaram as forças armadas russas.

Kiev fez saber, no entanto, que recusou corredores humanitários para retirada de civis das cidades bombardeadas que tenham como destino a Rússia ou a Bielorrússia, como ofereceu Moscovo, anunciou vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, considerando a opção “inaceitável”.

Segundo Iryna Vereshchuk, os civis que os russos disseram que podiam sair das cidades de Kharkiv, Kiev, Mariupol e Sumi “não irão para a Bielorrússia para depois apanhar um avião e irem para a Rússia”.

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