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Ucranianos lutam para libertar a Europa do espetro do totalitarismo

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No Dia Internacional da Mulher, a escritora ucraniana Oksana Zabuzhko falou perante o Parlamento Europeu (PE) sobre a situação dos seus concidadãos que estão a ser atacados pela Rússia.

No início da cerimónia hoje realizada no hemiciclo de Estrasburgo, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, declarou: “Neste dia, a palavra celebração não é realmente uma palavra que possamos usar. Na Ucrânia, vemos mulheres a resistir, levantando-se e pegando em armas contra o seu agressor. É um privilégio ter connosco uma mulher e escritora ucraniana cuja literatura e voz forte exibe a força das mulheres ucranianas face à opressão. Estas mulheres corajosas e resistentes servem de inspiração para todos nós, pois defendem os mesmos valores europeus que nós defendemos”.

Oksana Zabuzhko, que deixou a Ucrânia há duas semanas com apenas uma mala na mão, salientou que estava habituada, nos seus textos, a dar voz às mulheres e a lutar pelos seus direitos, mas pela primeira vez, agora, tem de defender os direitos das mulheres à própria vida. A escritora afirmou: “Não posso deixar de admirar as minhas companheiras, lutando ao lado dos nossos homens, gerindo a distribuição de mantimentos pelas nossas cidades sitiadas e dando à luz em abrigos para se protegerem das bombas, supervisionadas por médicos online. O problema é que as bombas de Putin não serão travadas pela força do nosso espírito”.
Alertando para as intenções de Putin, disse: “Muitas vidas poderiam ter sido salvas se a UE e os EUA tivessem acordado há oito anos quando ele invadiu a Crimeia. Um novo Hitler estava pronto para retomar onde o anterior tinha parado. Estou aqui para vos dizer, como escritora que percebe alguma coisa de linguagem, que já é uma guerra, e não apenas um conflito local. Acreditem em Putin quando ele revela as suas ambições. Por favor, não tenham medo de proteger o céu acima daqueles que ali lutam para libertar a Europa deste espectro de um novo totalitarismo”.

Após o discurso de Oksana Zabuzhko, os representantes dos grupos políticos elogiaram a coragem dos ucranianos, tanto na defesa do seu país como dos valores europeus. Salientaram também que, como acontece frequentemente nestas circunstâncias, as mulheres e as raparigas estão entre os grupos mais vulneráveis. Os parlamentares elogiaram também as mulheres russas e bielorrussas que se manifestam corajosamente nas ruas contra esta guerra.

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