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Dos 691 civis mortos e 1143 feridos na Ucrânia mais de uma centena são crianças

(c) Twitter - Ataques russos
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A guerra na Ucrânia provocou pelo menos 691 mortos e 1.143 feridos entre a população civil, incluindo mais de uma centena de crianças, até ao final do dia de segunda-feira, anunciou hoje a ONU.

No seu relatório diário sobre baixas civis, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) contabiliza 48 crianças mortas e 62 feridas.

Os dados referem-se ao período entre 24 de fevereiro, quando a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia, e as 24:00 de segunda-feira (hora local), correspondendo a 19 dias de combates.

A agência da ONU para os direitos humanos acredita que os números reais de baixas civis, incluindo crianças, “são consideravelmente mais elevados, especialmente em território controlado pelo Governo” ucraniano, mais sujeito à ofensiva russa.

“A maioria das baixas civis registadas foi causada pela utilização de armas explosivas com uma vasta área de impacto, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de mísseis, e ataques aéreos e de mísseis”, lê-se no relatório.

O ACNUDH adiantou que “a receção de informações de alguns locais onde têm ocorrido hostilidades intensas tem sido adiada e muitos relatórios ainda estão pendentes de corroboração”.

A agência liderada pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet referiu, em particular, as cidades de Izium (região de Kharkiv) e de Mariupol e Volnovakha (Donetsk), “onde há alegações de centenas de baixas civis” que não estão incluídas nos números divulgados hoje.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 20.º dia, provocou também um número por determinar de baixas militares e levou mais de três milhões de pessoas a fugir da Ucrânia para os países vizinhos.

Trata-se da pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), segundo a ONU.

A invasão da Ucrânia foi condenada pela generalidade da comunidade internacional e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

Com Agência LUSA

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