Região

Minho unido em apoio à Ucrânia recebe centenas de refugiados

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Cerca de seis dezenas de refugiados do conflito na Ucrânia chegaram esta terça-feira a Guimarães, numa iniciativa desenvolvida pela Câmara Municipal, através da Rede de Solidariedade, em articulação com a CIM do Ave.

A grande maioria dos cidadãos que viajaram para Portugal serão integrados nas suas famílias, enquanto um grupo fica nas instalações cedidas pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Esta iniciativa contou com o apoio da empresa Mundifios, ao assumir as despesas do autocarro, e ainda do Lions Clube de Guimarães que se associaram a esta onda de solidariedade e que tem sido bem expressa pela comunidade.

Desde que despoletou a guerra na Ucrânia, a Câmara Municipal de Guimarães está em articulação com as organizações locais, nomeadamente as Juntas de Freguesia, empresas e instituições a fim de apoiar com a recolha e entrega de bens, assim como a logística para acolher refugiados deste conflito.

Ainda na passada segunda-feira saiu de Guimarães um camião com cerca de 24 toneladas de bens para uma das zonas de apoio ao conflito na Ucrânia, a fim de apoiar as pessoas vulneráveis desta guerra. Esta iniciativa contou com o apoio da empresa Amtrol-Alfa, ao ceder o camião TIR que partiu carregado de bens humanitários para ajudar os refugiados ucranianos.

Está disponível uma Linha de Apoio (967 360 661) assim como o e-mail: [email protected], onde devem ser esclarecidas todas as dúvidas dos cidadãos que pretendam manifestar a respetiva solidariedade a favor das pessoas vulneráveis no conflito da Ucrânia.

Barcelos recebe refugiados

O concelho de Barcelos já acolheu dezena e meia de refugiados oriundos da Ucrânia, estando todos a viver junto de compatriotas radicados no território do Município. Entretanto, hoje mesmo (11), o vereador do pelouro da ação social, António Ribeiro, deu conta, no decorrer de numa reunião que manteve com os municípios da CIM Cávado, de que até ao próximo dia 19 de março, está prevista a chegada de cerca de mais uma centena de pessoas que fogem do cenário da guerra que assola e flagela a República Ucraniana.
Recorde-se que logo que iniciou a onda de refugiados, após a eclosão da guerra na Ucrânia, a Câmara de Barcelos criou um Plano Municipal de Apoio para poder responder às necessidades das pessoas que cheguem ao concelho.
O Plano contempla diversas vertentes, entre as quais a receção, o acolhimento e a integração de refugiados.
Colaboram neste Plano diversas instituições que integram a Rede Social Concelhia, bem como existe uma articulação permanente com o ACES Cávado III, Serviços da Segurança Social, IEFP, ACM -Alto Comissariado para as Migrações e a Associação S.O.S Ucrânia. Neste Plano, também colaboram muitos voluntários da sociedade civil: particulares e empresas.

Município agradece envolvimento mas alerta para a sustentabilidade e qualidade do acolhimento
A resposta da comunidade barcelense perante a tragédia dos refugiados tem sido exemplar. O Município agradece o empenho de todos, tanto Instituições, associações, empresas e particulares, mas alerta de que as pessoas que chegam têm de ser acolhidas com um mínimo de condições, pelo que toda a ajuda é bem-vinda, mas tem de ter em conta a garantia de acolhimento e habitação.

São pessoas em situação de fragilidade, oriundas de cenários de guerra e ao serem acolhidas têm de ter o mínimo de garantia de sustentabilidade de alojamento, para que possam muito rapidamente, e após os procedimentos burocráticos e eventuais cuidados de saúde, serem integradas no mercado de trabalho e na vida social. Daí que todo este trabalho esteja a ser acompanhado pela comunidade ucraniana que há muito tempo está a viver no Concelho.
Apela-se, por isso, a todos os particulares que tenham alojamento com condições de habitabilidade digna possam aderir a esta onda solidária. Do mesmo modo, solicita-se às empresas que tenham ofertas de trabalho, que as possam alocar às pessoas que desejam e possam permanecer no território barcelense.

Arcos de Valdevez

Duas mulheres e cinco crianças ucranianas chegaram na quarta-feira passada a Arcos de Valdevez para se juntarem a um familiar que reside há um ano naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, disse hoje fonte autárquica.

Contactada pela agência Lusa, na sequência de um comunicado emitido pelo município a dar nota da chegada daquela família, a vereadora Emília Cerdeira explicou que “o acolhimento inicial está a ser articulado entre a autarquia, a sociedade civil, e o tecido empresarial”.

“Uma unidade hoteleira do concelho disponibilizou alojamento durante dois dias. Depois, as duas mulheres e as cinco crianças vai ser alojadas numa casa disponibilizada por particulares, de forma a estarem mais próxima do familiar que já reside em Arcos de Valdevez. Posteriormente, serão instalados numa habitação a disponibilizar pelo município”, explicou Emília Cerdeira.

A vereadora adiantou que ainda hoje irá visitar a família para aferir dos apoios que são necessários espoletar para criar as melhores condições de acolhimento e integração.

“A autarquia, a pedido do pai, foi buscar as mulheres (suas filhas) e as crianças (netos) a Braga. Chegaram a Arcos de Valdevez na quarta-feira à noite e só hoje é que vamos estar com eles para perceber melhor a situação. Primeiro precisavam de descansar. Passaram por muito e era importante que os primeiros dias fossem passados em família, e com muita tranquilidade”, explicou a Emília Cerdeira.

A Câmara de Arcos de Valdevez “criou uma equipa para dar informação e prestar apoio através dos Serviços de Ação Social ([email protected]) e do Gabinete de Apoio ao Imigrante ([email protected]) – apoio Social, Psicológico, Jurídico, Educação, Saúde e Segurança Social -, bem como disponibilizou uma linha telefónica de apoio (258 520 504)”.

Na página oficial do município na Internet (www.cmav.pt/p/apoioucrania) está disponível informação relacionada “com oferta de alojamento, emprego, outros apoios nacionais e internacionais e contactos úteis”.

Na mesma página, as pessoas que queiram ajudar podem fazê-lo “através de voluntariado, oferta de alojamento, emprego ou recolha de bens essenciais”.

A autarquia “mantém o apelo para que a comunidade se mantenha unida” e continue “a apoiar quem mais precisa”.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 2,3 milhões de pessoas para os países vizinhos – o êxodo mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 16.º dia, provocou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares, segundo várias fontes.

Embora admitindo que “os números reais são consideravelmente mais elevados”, a ONU confirmou hoje a morte de pelo menos 549 civis e 957 feridos.

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