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Eslováquia disponível para ceder sistemas de defesa antiaérea S-300 a Kiev

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A Eslováquia está disponível para transferir os seus sistemas de defesa antiaérea S-300 para a Ucrânia e pretende discutir este apoio durante a visita, esta quinta-feira, do secretário de Defesa dos EUA, revelou hoje fonte governamental.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, referiu-se hoje aos S-300, da era soviética, quando falou hoje perante o Congresso norte-americano.

Zelenskyy pediu estes sistemas antiaéreos que permitiriam à Ucrânia “fechar os céus” aos aviões de guerra e mísseis russos.

A porta-voz do Ministério da Defesa da Eslováquia, Martina Koval Kakascikova, referiu que os eslovacos esperam que esta questão esteja na agenda, durante a visita do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, a Bratislava, esta quinta-feira.

A Eslováquia não tem objeções em fornecer os seus S-300 à Ucrânia, acrescentou.

“Mas não nos podemos livrar de um sistema que protege o nosso espaço aéreo se não tivermos substitutos”, lembrou.

Os S-300 usam mísseis de longo alcance que são capazes de voar centenas de quilómetros e travar mísseis de cruzeiro, bem como aviões de guerra.

Estes sistemas de defesa antiaérea da era soviética podem ser valiosos para impedir ataques aéreos russos a cidades e outros alvos, noticia a agência Associated Press (AP).

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, referiu também hoje que os norte-americanos iam ajudar a fornecer os sistemas de defesa aérea de longo alcance à Ucrânia, sem acrescentar detalhes.

As autoridades norte-americanas também não comentaram sobre qualquer troca dos S-300, que são detidos por três países da NATO – Eslováquia, Grécia e Bulgária.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 726 mortos e mais de 1.170 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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