Mundo

EUA anunciam novas sanções contra bancos russos e filhas de Putin

(c) Direitos reservados
Partilhe esta notícia!

Os Estados Unidos vão adotar novas sanções económicas e financeiras “devastadoras” contra a Rússia, visando os grandes bancos e as filhas adultas de Vladimir Putin, anunciou hoje a Casa Branca.

Além de proibir todos os novos investimentos na Rússia, o Governo do Presidente Joe Biden promete aplicar restrições ainda mais duras aos principais bancos russos, Sberbank e Alfa Bank, bem como a várias grandes empresas estatais, em resposta às “atrocidades” cometidas na Ucrânia.

Estas duas instituições bancárias deixarão de poder fazer transações com os Estados Unidos, em qualquer moeda.

Washington também vai aplicar sanções às duas “filhas adultas” de Vladimir Putin, Katerina Tijonova e Maria Vorontsova, que já tinham sido alvo de sanções por parte da União Europeia (UE).

Hoje também, o Governo dos EUA acusou um oligarca russo de violar as sanções internacionais e interrompeu uma operação de cibercrime controlada por uma agência de inteligência militar russa.

Esta ação decorreu no âmbito dos esforços das autoridades norte-americanas para reprimir a atividade criminosa russa, travar o fluxo de “dinheiro sujo” e interromper os atos cibernéticos maliciosos do Kremlin.

“O nosso objetivo é garantir que as sanções contra os oligarcas russos e os criminosos cibernéticos não são contornadas”, disse a vice-procuradora-geral norte-americana, Lisa Monaco.

Os EUA acusam Konstantin Malofeyev, empresário russo na área dos ‘media’, de tentar escapar a sanções do Departamento do Tesouro, resultantes da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

Embora as sanções impedissem cidadãos dos EUA de trabalhar ou fazer negócios com este empresário, Malofeyev alegadamente utilizou cúmplices para adquirir secretamente empresas de comunicação social em toda a Europa, para difundir propaganda pró-Rússia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.563 civis, incluindo 130 crianças, e feriu 2.213, entre os quais 188 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Comentários

topo