Viana do Castelo

Professor denuncia poluição de exploração de caulinos em afluente do Rio Neiva

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Um residente em Barroselas, Viana do Castelo, Álvaro Queirós, denunciou hoje ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR um “atentado” que uma exploração de caulinos, em Alvarães, está a causar em afluente do rio Neiva.

O professor de manutenção industrial vive junto ao ribeiro dos regos, que desagua no rio de Teixe que, por sua vez, percorre cerca de 800 metros até chegar ao rio Neiva”, entre Castelo do Neiva, Viana do Castelo e, Antas, no concelho de Esposende, distrito de Braga.

Na denúncia que hoje formalizou junto Direção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, e a que a agência Lusa teve acesso, Álvaro Queirós refere que “o atentado da exploração de caulinos é levado a cabo pela MotaMineral em Alvarães”.

A Lusa contactou a empresa, mas ainda sem sucesso.

Contactada pela Lusa, cerca das 16:37, fonte do comando Territorial da GNR de Viana do Castelo disse não ter recebido comunicação sobre este caso.

De acordo com informação que consta no sítio oficial da empresa na Internet, hoje consultado pela Lusa, a MotaMineral, constituída em 1967, com sede em Viana do Castelo, “dedica-se à extração e à transformação de matérias-primas, nomeadamente de caulinos e argilas”.

A empresa “oferece uma vasta gama de produtos lavados de caulinos para aplicações de cerâmicas, argilas especiais, brancas e vermelhas, assim como areias certificadas para a indústria da construção civil”.

Segundo Álvaro Queirós, trata-se de “um problema recorrente”.

“Na manhã de hoje aconteceu novamente e há registo, em vídeo, da poluição nas águas do afluente do rio Neiva”, sustentou.

À Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, Fernando Martins disse desconhecer o caso.

O autarca socialista adiantou que, na quarta-feira, irá questionar a empresa e contactar o SEPNA da GNR para determinar a origem da poluição.

“Quem poluir tem de ser responsabilizado”, garantiu.

Com Agência LUSA

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