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Kiev “tem o direito de se defender”, disse líder da NATO

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O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje que “a Ucrânia tem o direito de se defender” da invasão russa, à chegada a Bruxelas para reuniões com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

“Iremos ouvir as necessidades que Dmytro Kouleba nos apresentará e iremos discutir como responder”, disse Stoltenberg.

“Não faz muito sentido” distinguir entre armas defensivas e ofensivas “numa guerra de defesa como aquela que a Ucrânia está a combater”, sublinhou o secretário-geral da NATO.

Kuleba disse que vai pedir o envio de mais armamento: “A minha agenda é muito simples, há apenas três pontos: armas, armas e armas”.

“Quanto mais rápido forem entregues, mais vidas serão salvas e mais destruição evitada”, disse hoje o diplomata ucraniano, ao chegar à sede da NATO.

“Precisamos de aviões, veículos blindados, defesa antiaérea”, insistiu Kuleba.

“A melhor maneira de ajudar a Ucrânia agora é fornecer tudo o que for necessário para conter e derrotar o exército russo(…), para que a guerra não se espalhe ainda mais”, acrescentou.

“Sabemos lutar. Sabemos vencer, mas sem um fornecimento sustentável e suficiente de todas as armas exigidas pela Ucrânia, esta vitória imporá enormes sacrifícios”, explicou o diplomata.

“Peço a todos os aliados que deixem de lado as suas hesitações, a sua relutância em fornecer à Ucrânia tudo o que ela precisa”, insistiu Kuleba.

“Está claro que a Alemanha pode fazer mais, dadas as suas reservas. Estamos a trabalhar com o governo alemão para nos fornecer armas adicionais”, acrescentou.

À chegada a Bruxelas, a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros garantiu: “Continuaremos a apoiar a Ucrânia para a ajudar na sua capacidade de se defender, mas é importante que nos coordenemos, agirmos juntos e não agirmos individualmente”.

Annalena Baerbock propôs a realização de uma reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO em maio na capital alemã, Berlim.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.563 civis, incluindo 130 crianças, e feriu 2.213, entre os quais 188 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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