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Rússia realiza novo ataque contra fábrica de armamento em Kiev

(c) Frame Euronews
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As forças russas destruíram hoje uma fábrica de armamento que produz tanques nos subúrbios de Kiev e oficinas de reparação de equipamento militar em Mykolaiv (sul), anunciou o Ministério da Defesa russo.

Os ataques ocorreram um dia depois de a Rússia ter avisado que iria intensificar os ataques contra Kiev, na sequência de incursões ucranianas no seu território.

“Armas de alta precisão de longo alcance ar-terra destruíram os edifícios de produção de uma fábrica de armas em Kiev e uma oficina de reparação de equipamento militar em Nikolaev [nome russo de Mykolaiv]”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, citado pela agência oficial russa TASS.

O porta-voz disse que as forças russas destruíram 16 alvos inimigos com mísseis de alta precisão, incluindo equipamento militar, armazéns e bases de armazenamento de armas.

Um grande número de militares e agentes da polícia estava presente no local pouco depois do ataque, impedindo o acesso ao complexo, de onde se erguia uma nuvem de fumo, segundo a agência francesa AFP.

O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, escreveu na rede social Facebook que não dispunha ainda de qualquer informação sobre potenciais vítimas.

“Pela manhã, Kiev foi bombardeada. Explosões deflagraram no distrito de Darnytsky, nos arredores da cidade. Os socorristas e médicos estão atualmente a trabalhar no local”, escreveu o autarca.

Klitschko apelou novamente às pessoas que saíram de Kiev para que não regressassem e permanecessem num “lugar seguro”.

Na sexta-feira, as forças russas atacaram uma fábrica na região de Kiev de produção de mísseis Neptune, que o exército ucraniano alegou terem sido utilizados para atacar o cruzador russo “Moskva”.

O navio, que liderava a Frota do Mar Negro, acabou por se afundar quando estava a ser rebocado, segundo as autoridades russas, desconhecendo-se o número de vítimas entre os mais de 500 tripulantes.

Os ataques na região de Kiev tinham-se tornado menos frequentes desde o final de março, quando a Rússia retirou as suas tropas da capital e anunciou que iria concentrar a sua ofensiva no leste da Ucrânia.

No entanto, na sexta-feira, Moscovo ameaçou intensificar os ataques a Kiev depois de ter acusado a Ucrânia de bombardear aldeias em território russo perto da fronteira ucraniana.

“O número e a escala dos ataques com mísseis em locais em Kiev irá aumentar em resposta a todos os ataques de tipo terrorista e sabotagem levados a cabo em território russo pelo regime nacionalista de Kiev”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, na sexta-feira.

A guerra na Ucrânia entrou hoje no 52.º dia, sem que haja um balanço preciso de baixas civis e militares, que diversas fontes, incluindo a ONU, admitem ser consideravelmente elevadas.

O conflito foi desencadeado pela invasão russa do país vizinho, em 24 de fevereiro.

A generalidade da comunidade internacional condenou a Rússia e impôs sanções económicas contra interesses russos, e vários países têm fornecido equipamento militar à Ucrânia para combater as tropas de Moscovo.

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