Tradição

“Sexta-feira 13” está de volta às ruas de Montalegre em maio

(c) Sexta 13
Partilhe esta notícia!

Em Montalegre, Sexta13 significa bem mais que uma superstição ou tradição. Cada passagem no calendário demarca mais um ritual de libertação espiritual e afirmação no contexto nacional e além-fronteiras. A celebração está focada nos azares, bruxedos, contos, lendas e locais sombrios da memória que nos confundem os passos e escurecem a lógica.
O visitante é desafiado a percorrer estradas que o separam da realidade e, lentamente fica envolvido numa paisagem mística, pintada a verde, modelada por vales e montanhas, tão penetrante como os medos que mais tarde enfrentará.
Assim que no horizonte se distinguirem os contornos do castelo, 6 bastiões adornados com as cores do inferno preparam os olhos para o detalhe desconcertante de uma vila envolta num véu de mística e superstição.
A música, o teatro, a representação e a personificação do terror criam uma variedade de espetáculos incontáveis. A entrega dos visitantes à crença reforça o ambiente e aqueles que se estreiam, a par dos mais crentes, dificilmente conseguem separar o espontâneo do preparado, alinhando num jogo de infinita dúvida. A noite celebra o expoente máximo com a carismática sabedoria do “Padre Fontes” que, em palco, proclama o esconjuro, queima os males e liberta o azar e medo do sobrenatural. Palavras mágicas que apaziguam as almas e as mantêm seguras até à “queimada” seguinte.

Este ano o ‘ritual’ está de volta no mês de maio com a sexta-feira 13.

Comentários

topo