Vila Verde

Vila Verde celebrou o 25 de abril em solidariedade com o povo Ucraniano

(c) Município de Vila Verde
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No respeito pelos valores da Revolução do 25 Abril, a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, defendeu hoje a mobilização de “todos os que quiserem trabalhar pela causa pública” para construir “um concelho cada vez mais moderno, competitivo e atrativo”.

Fotos: Município de Vila Verde


Importância da descentralização e do poder local para o desenvolvimento

Na sessão solene das comemorações do 48º aniversário da Revolução dos Cravos que decorreu no Vade, Júlia Rodrigues Fernandes assumiu a defesa do “trabalho em rede e de envolvimento”, mas avisou que não está disponível para “políticas de capelinhas e visões egoístas ou falsas demagogias motivadas por interesses particulares ou umbigos insatisfeitos”.

“Trabalhamos respeitando e valorizando as diferenças e até as divergências”, assegurou a autarca. Mas salvaguardou que o objetivo será “um caminho comum para gerar e estimular mais-valias para todos”.

Apontando a descentralização e o poder local como fatores cruciais para o desenvolvimento e para a concretização dos valores da Revolução de Abril, Júlia Fernandes reiterou a determinação para que “Vila Verde esteja, sempre, na linha da frente ao nível da qualidade de vida das populações”.

“Porque, para nós, as pessoas são quem mais conta”, sublinhou a presidente da Câmara, aproveitando para destacar o sucesso de uma “estratégia de desenvolvimento que se estende a todo o concelho e a todas as freguesias”.

“Quero todas as freguesias em desenvolvimento, capazes de oferecer as melhores condições de vida para as suas gentes, nomeadamente as novas gerações, e atrair novos moradores. Isso também exige que temos de ser capazes de satisfazer as suas expectativas de vida, atrair investimentos e gerar emprego”, apontou a autarca.

Mas reclamou “que o Governo cumpra investimentos que todos reconhecem como absolutamente justos, necessários e urgentes” nas acessibilidades ao concelho, como “a variante ao parque industrial de Oleiros, a variante à sede de concelho e a resolução dos problemas de trânsito nas EN 101 e 201”.

“Vamos, todos juntos, continuar a trabalhar em prol de um futuro próspero para a nossa terra e para as nossas gentes”, desafiou a presidente da Câmara de Vila Verde.

No respeito pelos valores da Revolução do 25 Abril, a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, defendeu hoje a mobilização de “todos os que quiserem trabalhar pela causa pública” para construir “um concelho cada vez mais moderno, competitivo e atrativo”.

Solidariedade com os ucranianos

As consequências da guerra na Ucrânia mereceram a atenção especial nas comemorações municipais do 25 de Abril, que abriram com o tradicional hastear das bandeiras, na Praça do Município de Vila Verde, prosseguindo depois no pavilhão gimnodesportivo do Vade, onde decorreu a sessão solene.

O presidente da Assembleia Municipal, Carlos Arantes, e os representantes dos diferentes grupos políticos, sublinharam a importância da liberdade e da democracia, da autodeterminação dos povos, da tolerância e da paz, enquanto valores conquistados pela Revolução dos Cravos.

“Falar de democracia e de liberdade será nos dias de hoje um assunto que capta uma maior atenção das diferentes gerações da nossa população, por força – infelizmente – dos resultados de regimes de ditadura e poder absoluto como aquele a que assistimos no Leste da Europa – e concretamente na Ucrânia. Uma guerra injustificada e que a todos nos atinge”, lamentou o presidente da Junta da União de Freguesias do Vade e deputado, Carlos Cação, a abrir a sessão solene.

A presidente da Câmara Municipal lembrou também que, “48 anos depois da Revolução de Abril, Portugal é um Estado autodeterminado”, protestando contra “a barbárie que o exército russo está a perpetrar na Ucrânia, em violação do direito internacional e atentando contra todos os direitos humanos”.

“Somos um povo livre, com vontade própria e que escolhe o seu próprio destino, mas somos também um povo que não interfere nas escolhas dos outros povos, respeitando religiosamente a soberania de todas as nações e o inalienável direito de todos e de cada um dos povos de trilhar livremente o seu caminho”, lembrou Júlia Fernandes.

Perante a situação de “forte emergência social e de enorme catástrofe humanitária que se vive na Europa em resultado da guerra”, a autarca enalteceu a intervenção da sociedade e das instituições vilaverdenses, recebendo e apoiando refugiados ucranianos.

“Vila Verde faz jus ao desígnio da construção de um território solidário e inclusivo”, afirmou Júlia Fernandes, enfatizando “a disponibilidade, a dedicação e o empenho das instituições, e de uma forma muito particular da Misericórdia de Vila Verde, das associações, das Juntas de Freguesia e muitas famílias vilaverdenses”.

Foram ainda homenageados ex-presidentes de junta na sessão.

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