Braga

Arguida, agora deputada do PSD, provoca novo impasse no julgamento da AIMINHO

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O julgamento do megaprocesso do escândalo da Associação Industrial do Minho (AIMinho), que deveria inicialmente ter o seu início na manhã desta terça-feira sofreu mais um duro revés, uma vez que uma das principais arguidas, sabendo de antemão que estava prestes a ser julgada candidatou-se e conseguiu ser eleita pelo PSD para a Assembleia de República.

A nova deputada do PSD, eleita pelo Círculo Eleitoral da Madeira, Cláudia Patrícia Dantas, economista de profissão, tem 49 anos, é natural de Moçambique e reside habitualmente no Funchal, tendo sido pronunciada pelo juiz Carlos Alexandre pelo crime de fraude na obtenção subsídio, relacionado diretamente com o caso da Oficinas da Inovação – Empreendedorismo e Inovação Empresarial–SA e que estava então sediada na Avenida João XXI, na cidade de Braga.

Com a situação agora comunicada ao processo da AIMinho, Cláudia Patrícia Homem de Gouveia Dantas de Caires faz com que afinal o julgamento nem sequer comece a 16 de maio, o que se previa, para serem cumpridos formalismos da nova lei da corrupção, que têm a ver com uma impossibilidade legal das sociedades comerciais arguidas serem representadas em juízo, no concreto em fase de julgamento, pelos próprios arguidos que estejam a ser julgados a título individual, podendo assim as audiências nem sequer começarem sequer já neste ano judicial.

A agravar a situação está o facto do Estado, através do Ministério da Justiça, estar já a pagar uma renda à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, a quem o próprio Tribunal da Comarca de Braga pediu o especial favor de disponibilizar o espaço, já que no concelho de Braga não tinha qualquer local apropriado, pelo que dos bolsos dos contribuintes estará a ser gasto dinheiro desnecessariamente, até porque a nova deputada sabia que iria ser julgada, desde 22 de janeiro deste ano, isto é, há três meses, só agora comunicou o seu novo estatuto parlamentar e tendo surpreendido o próprio Tribunal de Braga.

Licenciada em Economia pela Nova School Business of Economics (SBE) e com pós-graduações em Managment pelo INDEG-ISCTE Business School e em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa, a nova deputada do PSD à Assembleia da República e arguido no escândalo da AIMinho, é assessora do Conselho de Administração da Empresa de Eletricidade da Madeira, mas teve cargos relevantes, todos relacionados com o Governo da Região Autónoma da Madeira.

Cláudia Patrícia Homem de Gouveia Dantas de Caires foi já diretora Regional Adjunta dos Assuntos Parlamentares, da Cooperação Externa e Coordenação na vice-presidência do Governo Regional da Madeira e diretora Regional Adjunta de Economia na vice-presidência do Governo Regional da Madeira, para além de ter sido presidente executiva e diretora geral da Startup Madeira, bem como docente, enquanto assistente convidada, da Universidade da Madeira (UA).

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