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Informações de Washington permitiram a Kiev matar generais russos

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O jornal norte-americano New York Times noticiou que as informações fornecidas pelos serviços secretos dos Estados Unidos aos militares ucranianos levaram à morte de vários generais russos perto da linha da frente.

O diário, que citou fontes não identificadas dos serviços secretos norte-americanos, escreveu, na quarta-feira, que as informações incluíram “determinar a localização e outros detalhes do quartel-general móvel do exército russo, que se desloca regularmente”.

De acordo com responsáveis, esta informação, combinada com a dos ucranianos e, em particular a interceção de comunicações, permitiu a estes últimos efetuar ataques de artilharia contra altas patentes russas.

O jornal indicou que as fontes não quiseram avançar um número.

Contactado pela agência de notícias France-Presse (AFP), o Pentágono não respondeu imediatamente.

Os ucranianos têm repetidamente afirmado que mataram generais russos no terreno desde do início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

No início de março, o município da cidade de Novorosiisk, no sul da Rússia, confirmou a morte na Ucrânia do general Andrei Sukhovetsky, comandante adjunto do 41.º Exército.

A assistência dos serviços secretos dos EUA à Ucrânia, que Washington não revela, vem juntar-se aos milhares de milhões de dólares de equipamento militar entregue – de forma mais transparente – ao exército de Kiev, incluindo armas antitanque, munições e, mais recentemente, artilharia pesada, helicópteros e ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados).

Em 25 de abril, o chefe do Pentágono, Lloyd Austin, disse que o objetivo dos EUA era “ver a Rússia enfraquecida ao ponto de não poderem fazer o tipo de coisas que fizeram na invasão da Ucrânia”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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