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Zelensky diz que Mariupol na Ucrânia está “completamente destruída”

(c) Redes Sociais
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a cidade de Mariupol está “completamente destruída” e que à Rússia apenas resta apoderar-se do seu complexo siderúrgico, Azovstal.

Zelensky foi questionado no decurso de uma intervenção por videoconferência organizada pelo círculo de reflexão Chatham House em Londres, sobre o que significaria a queda deste estratégico porto no sul da região do Donbass, onde apenas subsiste uma bolsa de resistência no complexo siderúrgico de Azovstal.

“É necessário entender que Mariupol nunca cairá (…), já está devastada, não existe qualquer estrutura, está tudo completamente destruído”, respondeu.

O que ainda permanece, prosseguiu, “é essa pequena estrutura, a siderurgia Azovstal, ou o que dela resta”.

A tomada deste complexo permitirá a Moscovo reivindicar o controlo total de Mariupol, com 500.000 habitantes antes da guerra mas que foi devastada por dois meses de cerco e bombardeamentos.

O regimento Azov, que defende Azovstal, acusou hoje as forças russas de terem disparado contra viaturas envolvidas na operação de retirada de civis, matando um soldado.

“As pessoas estão a ser retiradas da forma como podemos fazê-lo”, declarou Zelensky.

“Se [os russos] matarem pessoas que podem ser trocadas enquanto prisioneiros de guerra ou libertadas na qualidade de civis, ou serem assistidas por estarem feridas, quer civis ou militares, então penso que não poderemos manter conversações diplomáticas depois disso”, admitiu.

O Presidente ucraniano também convidou o chanceler alemão, Olaf Scholz, a visitar Kiev para as cerimónias de 09 de maio que comemoram a derrota da Alemanha nazi, considerando que seria uma visita “politicamente muito poderosa” apesar das persistentes tensões entre os dois países.

Em meados de abril, o Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, que pretendia visitar Kiev na companhia dos homólogos polaco e dos três Estados do Báltico, foi forçado a renunciar à última hora, ao indicar que “não era desejado”.

Berlim registou a posição de Kiev e este incidente tem deteriorado as relações diplomáticas germano-ucranianas. Ao ser pressionado nas últimas semanas para se deslocar a Kiev, com o objetivo de manifestar a sua solidariedade com a Ucrânia, o chanceler Scholz referiu-se ao incidente como sendo “um obstáculo”.

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