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Mísseis sobre Odessa obrigam presidente do Conselho Europeu a abrigar-se

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A cidade ucraniana de Odessa foi hoje de novo bombardeada com mísseis, enquanto decorria uma visita não anunciada, coincidindo com o Dia da Europa, do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que foi forçado a procurar refúgio.

“Durante o encontro com o primeiro-ministro [Denys Shmygal], os participantes tiveram de interromper a reunião para se refugiarem quando os mísseis atingiram novamente a região de Odessa”, informaram fontes europeias.

Os militares russos atacaram hoje a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, com o lançamento de quatro mísseis de cruzeiro, segundo fontes locais.

A câmara municipal da cidade portuária detalhou que os quatro mísseis, do tipo Oniks, foram lançados a partir de um sistema estacionado na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

As autoridades locais sublinharam que, com o ataque, a Rússia continua com a sua estratégia de “destruir infraestruturas e exercer pressão psicológica sobre a população civil” e que as hipóteses de tais agressões continuarem na região são “muito elevadas”.

Não especificaram, no entanto, se o ataque de hoje causou danos materiais de qualquer tipo ou se fez vítimas.

As conversações do presidente do Conselho Europeu com o primeiro-ministro ucraniano, que foram acompanhadas a partir de Kiev pelo Presidente Vlodimir Zelensky por videoconferência, focaram-se na “forma como a UE pode apoiar melhor a Ucrânia na abordagem dos desafios humanitários, económicos e militares que atualmente enfrenta”, acrescentaram fontes europeias.

A visita de Charles Michel à Ucrânia, a segunda desde o início da invasão russa em fevereiro passado, procurou demonstrar a “solidariedade inabalável da União Europeia com o povo da Ucrânia na sua luta contra a agressão russa”, sublinharam as fontes.

No dia 9 de maio comemora-se o Dia da Europa e também, na Rússia, o dia da vitória sobre a Alemanha nazi, e, numa cerimónia em Moscovo, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, insistiu que a incursão militar na Ucrânia responde a um “ataque preventivo” contra a ameaça da NATO.

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