Braga

Braga. Arranca dia 12 de maio a 1ª edição do INDEX – bienal de arte e tecnologia

(c) Photography: Adriano Ferreira Borges.
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Amanhã, dia 12 de maio, abrem-se as portas da primeira edição do Index e Braga torna-se o epicentro da relação entre a arte e a tecnologia.

De 12 a 22 de maio, em vários espaços culturais, históricos e públicos da Cidade Criativa para as Media Arts – título atríbuído pela UNESCO -, e também no universo da web, esta nova e inovadora bienal tem o conceito de Superfície como fio condutor de um conjunto arrojado de propostas artísticas, comissariadas ou em estreia nacional, transmitidas através de quatro eixos: performance, pensamento, exposição e educação.

Segundo o responsável pela direção artística do Index, Luís Fernandes (diretor artístico da Braga Media Arts), que, na bienal, colabora com a curadoria de Liliana Coutinho e Mariana Pestana, a missão é “voltar a aproximar os pólos da arte e tecnologia a partir de uma escolha de programa que tende a olhar para a tecnologia de uma forma crítica, apesar de não deixar de ser de um modo central”.

No arranque do programa performativo, esta quinta-feira, dia 12 de maio, o japonês Ryoichi Kurokawa, um nome incontornável daquilo que é produção artística que recorre à tecnologia, revela, em estreia nacional, o espetáculo “subassemblies”, no Theatro Circo.

Nos 11 dias desta bienal assiste-se ainda a “Entanglement”, da dupla France Jobin & Markus Heckmann, e a “Spillover”, encomenda do INDEX aos artistas norte-americanos Pierce Warnecke e Matthew Biederman com o Supernova Ensemble, baseada na problemática da extração de minério na zona de Montalegre (ambos dia 13, no Theatro Circo); ao conceituado artista de música eletrónica alemão Florian Hecker, cujo concerto que apresenta no gnration cria uma ponte com a sua instalação sonora “Syn as Tex Scene”, exposta na galeria deste espaço cultural bracarense (dia 14); ao debute da nova peça audiovisual de João Martinho Moura “space~aprox”, e a “Áspero”, por Dust Devices e o coletivo berru, no Theatro Circo (dia 20); no histórico Mosteiro de Tibães, a “Inside”, a conferência-performance do filósofo e sociólogo Bruno Latour, em conjunto com a encenadora e historiadora Frédérique Aît-Touati, que, como explica Luís Fernandes, “chama a atenção para a zona crítica – lugar onde habitam os humanos e onde é extraído o minério para alimentar a própria arte e tecnologia que celebramos na bienal”; e, no gnration, à estreia de “The Mirror”, de People Like Us, assinatura da artista multimédia Vicki Bennett, que utiliza as artes do sampling e da colagem, com elementos do universo pop, para construir uma colagem audiovisual em tempo real (dia 21). No eixo da performance, no derradeiro dia do Index, o palco do Theatro Circo é preenchido pela ODE: Orquestra de Dispositivos Eletrónicos – um projeto aberto à comunidade local, que promove encontros informais em torno da produção sonora alicerçada na tecnologia (entrada gratuita).

No campo do pensamento, manifestado através de diversas conversas, a edição número um do Index conta com a participação de uma série de pensadores e pensadoras e de artistas: Delfina Fantini van Ditmar e Virginia Tassinari, com “Desenhar e Imaginar em Tempos Obscuros” (dia 13, Reitoria Universidade do Minho), Miguel Carvalhais, Mário Figueiredo e Luísa Ribas, com “Estética (do) Artificial: o Computacional e o Anti-Computacional na Arte” (dia 14, Museu D. Diogo de Sousa), André Barata, com “Modos de Superficializar” (dia 14, Museu D. Diogo de Sousa), Jonathan Uliel Saldanha e Liliana Coutinho, com “Lago Libidinal” (dia 20, gnration), Michael Marder, com “O Beijo Místico como uma Relação Ecológica: St. Hildegard e as Superfícies Vivas do Mundo” (dia 21, Mosteiro de Tibães), e a conversa moderada por Liliana Coutinho, “Superfícies de Encontro: Conversa Aberta” (dia 21, Mosteiro de Tibães).

O pensamento prolonga-se ao universo online, com os temas “Sobre Superfícies: Podcast com artistas do Index 2022”, que reúne testemunhos de alguns nomes que produziram peças especificamente para esta bienal (dia 16), “Sistemas de Co-Existência: Extrativismos, Fluxos, Alternativas”, por Tiago Patatas (dias 17 e 18), e “Da Técnica à Magia”, por Federico Campagna (dia 19).

De 12 a 22 de maio, do programa expositivo, destacam-se “Demonic Strata”, por Dele Adeyemo, Ibiye Camp e Dámaso Randulfe, que dialoga com o arquivo fotográfico da companhia de diamantes angolana Diamang (Museu Nogueira da Silva); “Syn As Tex Scene”, de Florian Hecker, sobre a sua investigação recente que explora o universo sonoro das técnicas de _machine listening_, e “Lago Libidinal”, de Jonathan Uliel Saldanha (ambos no gnration); a nova peça de realidade virtual de Calum Bowden, “World With(out) Us”, e o projeto de investigação conduzido pelo Studio Folder, “Italian Limes” (para ver no salão nobre do Theatro Circo); “Lake Device”, pelo coletivo berru, que possibilita experienciar o ecossistema através de som gerado pelo lago (Mosteiro de Tibães); ou “Collective Monuments”, o novo trabalho de Peter Burr, disponível em vários dispositivos de sinalética digital distribuídos pela cidade de Braga.

As propostas expositivas do Index passam também pela plataforma online da bienal (www.indexmediaarts.com) com quatro projetos selecionados internacionalmente através de open call: “Finger Plays”, de Matt Nish-Lapidus, “Para Gardens” de Huniti Goldox, “Bureau of Cloud Management”, de Tong Wu & Yuguang Zhang, e “Wander [001]”, de Yuqian Sun.

O último eixo dedica-se à educação, para o qual o Index preparou três workshops no gnration: “Designs of Care”, levado a cabo pela investigadora de design Delfine Fantini van Ditmar e pelo professor Filipe Pais (dia 12), “TouchDesigner para Instalações Interativas”, pelo diretor técnico da Derivative, a empresa criadora do software TouchDesinger, Markus Heckmann (dia 14), e “O Circuito vai ao Index”, promovido pelo Circuito, serviço educativo da Braga Media Arts, para crianças dos 6 aos 14 anos, com a formadora Marta Pombeiro (dias 14 e 21). Durante a bienal, há ainda as “Visitas Orientadas às Exposições”, uma atividade gratuita, pensada para o público em geral e para famílias com crianças pequenas, guiada pela artista e mediadora Joana Patrão (dias 14, 15, 21 e 22).

No Index, os bilhetes para as performances custam entre 7€ (espetáculo individual) e 25€ (passe). No eixo da educação, os workshops custam 9€, exceto “O Circuito vai ao Index”: 3€ (crianças) e 4€ (adultos). As “Visitas Orientadas às Exposições” são gratuitas e requerem inscrição via e-mail para [email protected] A entrada é gratuita nos programas de exposições e de conferências.

Os bilhetes podem ser adquiridos no Theatro Circo, gnration, pontos de venda BOL e online.

Com a Superfície como conceito agregador de práticas artísticas que se constroem através da arte e da tecnologia, o Index é uma iniciativa da Braga Media Arts, no âmbito do plano de ação de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts, e é promovido pela empresa municipal Teatro Circo de Braga, EM, SA, com o apoio do Município de Braga.

De 12 a 22 de maio, a primeira edição da nova bienal de arte e tecnologia – Index – vai explorar a Superfície em Braga.

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