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Biden lamenta tiroteio em Buffalo e diz que “ódio permanece uma mancha na alma” dos EUA

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O Presidente dos Estados Unidos lamentou hoje o tiroteio de sábado com motivações racistas na cidade de Bufallo, em que morreram 10 pessoas, ao considerar que o “ódio permanece uma mancha na alma da América”.

“Temos de trabalhar em conjunto para combater o ódio que permanece uma mancha na alma da América”, apelou Joe Biden, durante uma cerimónia na cidade de Washington para homenagear os polícias que morreram em serviço em 2021.

Um dia depois do massacre num supermercado de Buffalo, estado de Nova Iorque, que fez uma dezena de mortos e três feridos, o Presidente norte-americano considerou que este “atirador solitário equipado com armas de guerra e com uma alma cheia de ódio matou dez pessoas inocentes a sangue-frio”.

Também a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, lamentou, através de um comunicado, que o país “esteja a sofrer uma epidemia de ódio”, que se traduz em “atos de violência e intolerância”.

Joe Biden tem exortado os legisladores a aprovarem leis para que os compradores de armas passem por uma verificação de antecedentes criminais, mas o Congresso não limitou significativamente a posse de armas, que está protegida pela segunda emenda da Constituição há mais de duas décadas.

O alegado atirador, Payton Gendron, um jovem branco de 18 anos residente em Conklin, uma cidade a 320 quilómetros a sudeste de Buffalo, foi detido sem direito a fiança sob a acusação de homicídio em primeiro grau.

No sábado, após o tiroteio, o agente especial do FBI Steven Belanger informou que o seu gabinete estava a investigar o massacre “como um crime de ódio e um caso de extremismo violento” com motivações raciais.

De acordo com um manifesto divulgado na internet, cuja autoria é atribuída a Payton Gendron, o jovem escolheu conscientemente aquele bairro da cidade porque é habitado maioritariamente por população negra.

“Este indivíduo esteve na área de Buffalo pelo menos no dia anterior. Ele parece ter vindo avaliar a área e fazer uma operação de reconhecimento antes de perpetuar este ato infame e doentio”, disse hoje o chefe da polícia local, Joseph Gramaglia, à estação de televisão ABC.

Um “crime de ódio” nos Estados Unidos refere-se a um ato dirigido contra uma pessoa devido a elementos da sua identidade, tais como raça, religião, nacionalidade, orientação sexual ou deficiência, estando previstas penas mais duras para estes casos.

Os tiroteios e mortes em locais públicos são quase diários nos Estados Unidos e o crime com armas de fogo está a aumentar em grandes cidades como Nova Iorque, Chicago, Miami e São Francisco, especialmente desde a pandemia de 2020.

Paytin S. Gendron, que vai ser levado perante um juiz, na terça-feira de manhã, pode ser condenado a prisão perpétua, uma vez que não há pena de morte no estado de Nova Iorque.

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