Vila Verde

Paulo Marques com receio de ‘esquemas’ para privatizar água em Vila Verde

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Paulo Marques, antigo líder do CDS-PP de Vila Verde, veio a público falar da rede de saneamento do concelho e da rede de água pública.

“Rede de saneamento e água. Muito necessária e ainda bem que finalmente está a ser feita, era o que o concelho pedia há muito. Parece-me, no entanto, que anda muita “festa” com este assunto e o que me vai dizendo a “experiência” é que pode ser um mau presságio para os bolsos dos vila-verdenses. Que esteja eu redondamente enganado”, começa por escrever Paulo Marques em comunicado.

Paulo Marques põe em causa a continuidade da água pública, sob alçada do Município de Vila Verde, ou se será entregue a privados.

Comunicado na íntegra de Paulo Marques

A grande questão que se levanta com a ligação do saneamento e da água à rede pública em Vila Verde é se se manterá, ou não, pública, isto é, se será vendida a privados depois da rede pronta a funcionar. Ainda não ouvi o executivo dizer que não. Se disse, as minhas desculpas. De qualquer forma, sou contra qualquer parceria com privado neste assunto, agora ou no futuro, e o contrato da rede deveria ser blindado contra qualquer tipo de PPP. Lembro que numa auditoria recente, o Tribunal de Contas alerta sobre as parcerias publicas com privados no sector das águas: “a sua verdadeira natureza é os privados embolsam chorudos lucros e as populações e os municípios pagam a fatura”, ou “três em cada quatro contratos de concessões das águas garantem compensações aos concessionários caso haja uma redução no volume de água faturada ou na evolução do número de consumidores.”, e por aí fora…

Andar a gastar milhões de euros dos vila-verdenses em rede de saneamento e água para depois vir o privado ganhar dinheiro (tirando ao município a sua grande fonte de receita) não me parece de todo um bom negócio para o município, mas, tendo em conta o “curriculum” de gestão PSD em Vila Verde, principalmente de José Manuel Fernandes, parece-me exequível. Uma tentação diria.

Por outro lado, com ou sem venda a privados, a água pública potável de graça que nos serve um pouco por todo o concelho, há centenas de anos em fontes e afins, desaparecem. Queres beber, pagas, é o conceito. Lembrar aqui o caso de Gomide. A freguesia fez há décadas e à sua custa e com o suor dos seus habitantes, a obra para abastecer a freguesia de água que não tinha. Não pagavam água, afinal a obra foi paga por eles. Agora, veio o “desenvolvimento” e a água será paga. É justo? Não sei, apenas sei que se for para pagar a privados, estarão a ser roubados. De qualquer forma, as obras para as ligações estão aí e custa 720 mil euros para Gomide, Barros e Prado S. Miguel.

Quanto às ligações “de borla”, não há almoços grátis, como está fácil de ver.

Ora bem, porque gato queimado de água quente tem medo, e já vimos negociatas a correr muito mal para os bolsos dos vila-verdenses, aconselho atenção. Lembro, por exemplo, a negociata da escola profissional que está em julgamento, ou a venda do lixo onde, recordo, a recolha foi vendida a uma empresa do presidente do S.C. Braga, António Salvador, com Júlia Fernandes a ter um papel decisivo para atribuir o contrato e, por coincidência do destino, 2 dias depois José Manuel Fernandes passou a integrar as listas do clube. Diz-nos a história do concelho que negócios com privados onde José Manuel Fernandes/Júlia Fernandes representem os “interesses” dos vila-verdenses tem tudo para correr mal para o bolso destes.
Isto tem tudo para correr mal novamente. Eu aceito apostas.

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