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Bombardeamento em cidade russa causa um morto e vários feridos

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Um bombardeamento de uma cidade no sudoeste da Rússia, localizada na fronteira com a Ucrânia, causou um morto e vários feridos, disse hoje o governador da região de Kursk.

“Outro ataque inimigo em Tyotkino, ocorrido ao amanhecer, infelizmente terminou em tragédia. De momento sabemos da morte de pelo menos um civil”, disse Roman Starovoyt.

Numa publicação na plataforma Telegram, o governador acrescentou que outras pessoas ficaram feridas e estariam a receber tratamento médico.

Segundo informações preliminares, a vítima mortal é um motorista de pesados que fazia entregas a uma destilaria local que foi atingida “repetidamente”, acrescentou Starovoyt.

O governador deu a entender que o ataque partiu da Ucrânia, em resposta à invasão russa, lançada a 24 de fevereiro.

Durante a manhã de hoje, os serviços de emergência estavam a extinguir os incêndios causados pelo bombardeamento da aldeia de cerca de 4.000 habitantes.

“Várias casas foram danificadas. Fala-se também de projéteis que não explodiram”, continuou Starovoyt, que publicou fotos mostrando edifícios carbonizados, com janelas quebradas e crateras no exterior.

A guerra na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas – cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU afirmou que morreram mais de 3.700 civis e que mais de quatro mil ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

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