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Mais de metade dos portugueses preocupados com futuro da economia portuguesa

(c) Semanário V - Ilustrativa
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O Observador Cetelem apresenta o seu novo estudo “Consumo em tempos de inflação”, que analisa as intenções de consumo de 1000 residentes em Portugal Continental face ao atual contexto. Segundo este novo estudo, cujo trabalho de campo decorreu entre 21 de março e 18 abril, o futuro da economia do país (59%) é o que mais preocupa atualmente os portugueses.

Esta preocupação é mais acentuada entre os inquiridos nas faixas etárias entre os 55-64 anos e os 65-74 anos (64%). Os inquiridos residentes na região de Lisboa são também aqueles que se mostram mais preocupados com a situação económica futura (67% vs. 58% Porto).

Além do futuro da economia, o poder de compra é a segunda fonte de preocupação dos portugueses, (57%) sendo que comparando as várias faixas etárias, os indivíduos com menos de 24 anos são os menos preocupados com este tópico, e a preocupação com o seu futuro profissional surge em 2º lugar (54%). Em terceiro lugar ex aequo, seguem-se as desigualdades sociais (53%) e a situação internacional de crises e guerra (53%), às quais se soma a preocupação com a sua saúde pessoal no caso dos inquiridos com mais de 65 anos (58%).

O futuro do planeta (51%) fecha o top 5 das principais preocupações da maioria dos inquiridos, sendo a segunda maior fonte de preocupação entre os residentes na região Sul (59%).

Entre os diversos temas apresentados, a vida pessoal (familiar, amorosa e social) é o que menos preocupa os portugueses (38%). Neste domínio, os inquiridos das faixas etárias entre os 65 e os 74 anos são os que estão menos preocupados (30%) e os inquiridos com idades entre os 35 e os 44 anos (44%) e os 55 e 64 anos (44%) aqueles que ainda assim demonstram ter alguma preocupação relativamente ao tema. Observando as respostas por regiões, os inquiridos residentes a Sul do país são os menos preocupados (24%) com este tema, ao contrário dos residentes do Norte do país (42%).

Perceção dos portugueses sobre a situação do país e pessoal piora

De acordo com o estudo do Observador Cetelem, 35% dos portugueses inquiridos manifestam uma opinião negativa quanto à situação atual do País, tendo a situação piorado face a outubro de 2021 (22% consideravam a situação negativa). Apesar de se observar uma inflexão, com uma perspetiva negativa, esta está longe da registada com o surgimento da pandemia, que chegou a acolher 72% de opiniões negativas em novembro de 2020. Em termos geográficos, o Porto é a região que melhor avalia a situação do país (28% vs. 22% Lisboa).

Também quando inquiridos sobre a perceção da sua situação pessoal, os valores pioraram, registando 34% vs. 21% em outubro de 2021. Relativamente a esta questão, o estudo indica que os inquiridos com 55 ou mais anos e de famílias em que o rendimento do agregado normalmente é inferior tendem a dar notas mais baixas à sua situação pessoal atual. Geograficamente, os portugueses que vivem na região Norte são os mais positivos face à sua situação pessoal (35%), seguindo-se os residentes da zona Centro (28%) e da zona Sul do país (26%).

Metodologia

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve por base uma amostra representativa de 1000 indivíduos residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos de idade. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, género, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 3.1 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 21 de março e 18 de abril de 2022.

Sobre o Cetelem

Cetelem é uma marca do BNP Paribas Personal Finance, entidade especialista em crédito ao consumo do Grupo BNP Paribas. Líder europeu no sector, está presente em mais de 30 países de 4 continentes, empregando mais de 20 mil pessoas. Em Portugal desde 1993, tem como propósito promover o acesso a um consumo mais responsável e sustentável para apoiar clientes e parceiros. Uma missão diária de mais de 600 colaboradores – especialistas em crédito pessoal, financiamento automóvel, cartões de crédito e seguros. Produtos subscritos por milhões de clientes no site, na app, por telefone, nas lojas ou num dos 3800 estabelecimentos de parceiros.

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