Braga

Braga cada vez mais violenta. Rixas, crimes e assaltos preocupam população

(c) Direitos reservados
Partilhe esta notícia!

Um homem, de 25 anos, esfaqueou na noite desta terça-feira os pais na residência da família, em Braga e barricou-se até à chegada da PSP, segundo o Correio da Manhã.

O homem vai ser presente ao juíz após ser detido.

Homem de 25 anos esfaqueia os pais dentro de casa em Braga

Estas são informações cada vez mais frequentes em Braga, cidade, e nas zonas envolventes incluindo nos concelhos pertencentes ao distrito. A onde violência e crime aumenta na região, sendo visível na quantidade de carros que são roubados diariamente de garagens, da rua, jovens esfaqueados, tiroteios e outro tipo de crimes que assombram os tempos atuais.

A GNR, através de militares do Comando Territorial do Porto, desmantelou uma rede organizada de crimes de furto, furto qualificado, roubo, sequestro, extorsão, posse de armas proibidas, tráfico de armas, tráfico de estupefacientes, burla e associação criminosa, ontem, dia 30 de maio, nos distritos do Porto, Braga e Aveiro.

O Tribunal de Braga condenou a penas superiores a cinco anos de prisão um casal que traficava heroína e cocaína no bairro social de Santa Tecla, naquela cidade.

A mulher, de 39 anos, foi condenada a seis anos de nove meses de prisão e o marido a cinco anos e três meses.

Os dois já têm antecedentes por crimes da mesma natureza.

O casal era ainda ajudado por um sem-abrigo, que tinha como tarefas “efetuar vigilância” e avisar da presença da polícia, além de encaminhar os consumidores e de lhes indicar o ponto de venda.

Além disso, cabia-lhe fechar a porta do prédio com uma tranca em madeira ou escora metálica, para impedir a entrada dos agentes policiais.

Este arguido foi condenado a dois anos e três meses de prisão, também efetiva.

Segundo o tribunal, era a mulher quem liderava o tráfico, “abastecendo-se” no bairro da Pasteleira, no Porto, e assegurando a venda da droga em Braga num sistema de rotatividade, para que ocorresse 24 horas por dia.

A arguida e o marido decidiram que a venda de produtos estupefacientes seria feita com recurso a toxicodependentes e consumidores, a troco de heroína e cocaína para consumo próprio.

O tráfico ocorreu, “pelo menos”, no período compreendido entre início de janeiro de 2016 e o dia 15 de março de 2017.

Os arguidos, nas conversações que estabeleciam entre si ou naquelas que realizavam com os consumidores de heroína e cocaína, utilizavam códigos, para se referirem aos produtos estupefacientes, dinheiro, quantidades, locais para aquisição e todas as referências que pudessem comprometer o seu envolvimento no negócio do tráfico de estupefacientes.

O tribunal sublinha que os arguidos tinham “um volume de negócio considerável, composto por largas dezenas de clientes consumidores diário”.

Era com o dinheiro do tráfico que suportavam as suas despesas com a habitação, alimentação, encargos com viaturas e despesas supérfluas.

O casal confessou parcialmente os factos e verbalizaram arrependimento.

A arguida está presa desde setembro de 2009, em cumprimento de uma pena de cinco anos por tráfico de estupefacientes.

O arguido disse que apenas traficou “em duas ou três ocasiões”, alegadamente quando as condições climatéricas não lhe permitiam exercer a atividade de pescador, que exerceria na foz do Douro, no Porto, por conta de um tio.

Disse ainda que era a mulher quem dominava o negócio de venda de estupefacientes e lhe explicou como se processava, refutando a sua participação na aquisição da droga e dizendo desconhecer por quem e onde ela era adquirida.

A arguida assumiu que ia comprar heroína e cocaína no bairro da Pasteleira, no Porto, e que eram dela as “principais decisões e atos do negócio”.

Disse que enveredou pelo tráfico devido a dívidas, depois de, em finais de 2015, o casal alegadamente ter comprado um barco para a apanha de sardinha em alto mar, pelo preço de 35 mil euros, que estavam a pagar.

Em desfavor dos arguidos, o tribunal valorou a “elevada ilicitude” associada aos factos, considerando, desde logo, o “grau organizacional” implementado pelo casal, com liderança e predominância da mulher.

Aludiu também ao recurso à colaboração de terceiros, com “aproveitamento indecoroso” das suas fragilidades, ao tipo de droga em causa e ao local em que o tráfico foi desenvolvido.

Em causa uma habitação de cariz social atribuída à arguida mas em que esta não habitava, tendo-a antes destinado ao tráfico.

GNR em megaoperação em Braga e Porto para desmantelar rede criminosa

Comentários

topo