Braga

Gerês. O perigo espreita também fora das Cascatas do Tahiti

As sapatilhas na placa são sinal da falta de vigilância no local © Semanário V
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O perigo espreita, constantemente, nas Cascatas do Tahiti, em Terras de Bouro, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, não só dentro das famosas quedas de água do rio Arado, como desde logo nos acessos, o que já em junho continua a escapar completamente à chamada Proteção Civil Municipal de Terras de Bouro.

Na ponte sobre o rio Arado, há uma “ratoeira”, à vista de toda a gente, menos de quem é pago pelos cofres municipais geresianos para velar pela segurança de todos, tratando-se de uma abertura, entre o gradeado da ponte e o final da rail, do lado a Este, pelo que um mero descuido de uma criança, mas não só, pode provocar uma tragédia, já que estão em causa muitos metros em queda livre para as rochas e uma morte quase certa.

Atenção: um metro de vedação aqui pode evitar uma tragédia © Semanário V

Começa a ser tempo de em vez de se pavonearem com os coletes laranja da proteção civil, quem até recebeu já medalhas municipais, comece a calcorrear o território e ter o mínimo de sensibilidade para acautelar uma tragédia naquela ponte, pois ainda está a tempo de colmatar aquela falha, com um pequeno prolongamento de vedação, como o fez mais acima, nas Cascatas do Arado, de modo a que o Gerês seja de facto um destino cada vez mais seguro, em vez de um local onde os acidentes são uma constante, até diários, que se procuram esconder, dos órgãos de comunicação social, mas não só, tentando tapar-se sempre o sol com uma peneira.

Este último fim de semana, apesar das condições atmosféricas não serem ainda de Verão, o ambiente era já o da desordem habitual, com sapatilhas velhas amarradas à placa da Cascata de Várzeas (o verdadeiro nome das Cascatas do Tahiti, a quem também chamam Fecha de Barjas), sem vigilância alguma, a não ser avisos, em placas com pichagens, a avisar do perigo de morte, que afinal não é só dentro, mas desde logo fora, das cascatas, pelo que se alguém cair, na abertura da ponte, há rostos muito concretos para apontar o dedo entre quem tem cada vez mais responsabilidades, no Serviço Municipal de Proteção Civil, da Câmara Municipal de Terras de Bouro, sendo que o primeiro responsável pelo setor é o presidente da autarquia, Manuel Tibo.

As sapatilhas na placa são sinal da falta de vigilância no local © Semanário V

Há pouco mais de um ano houve um grande simulacro, na zona das Cascatas do Tahiti, mas desde então tal “ratoeira” continua a ameaçar a segurança dos transeuntes (nem sequer dos veraneantes), pois talvez porque ninguém reparou na situação tão flagrante, apesar de lá terem estado os mais altos responsáveis camarários, mas aqui está o reparo, do Semanário V, ainda a tempo (o ano passado já era tarde!), antes que nos próximos dias comece a avalanche diária anual em redor deste recanto da natureza ao fundo da localidade de Ermida.

Mais acima, nas Cascatas do Arado, as obras de requalificação para acesso às cascatas estão longe do fim, o que se compreende, pois Roma e Pavia, não se fizeram num só dia, mas a falta de vigilância leva a que já se assista a muita gente subindo, perigosamente, pelos zonas extremas da obra, mesmo em cima da ravina, apesar dos sinais em sentido contrário, colocados pelos executantes da obra avisando do perigo iminente e da passagem ser proibida, aguardando-se pela conclusão dos trabalhos para haver mais e melhor segurança, como já sucede, mais acima ainda, em redor do Miradouro da Pedra Bela, bem como em outros miradouros, ao longo do território pertencente ao concelho de Terras de Bouro, desejando-se já um Verão muito seguro.

O perigo espreita também fora das Cascatas do Tahiti © Semanário V

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