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Greve dos trabalhadores das bilheteiras da CP com adesão de 85%

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A greve dos trabalhadores das bilheteiras das estações da CP registava cerca das 07:40 de hoje, uma adesão a rondar os 85%, não estando a afetar a circulação de comboios, disse à Lusa fonte sindical.

“Às 07:40, a maioria das bilheteiras estava encerrada. Para esta greve, que abrange apenas os trabalhadores das bilheteiras, não foram decretados serviços mínimos”, disse Luís Bravo, do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).

Luís Bravo adiantou ainda que a circulação ferroviária não está a ser afetada pela greve.

A greve de 24 horas, convocada pelo SFRCI, visa a defesa de aumentos salariais que reponham o poder de compra e melhores condições de trabalho.

A paralisação envolve só os trabalhadores operacionais das bilheteiras e respetivas chefias, que são cerca de 500 em todo o país, mas para os dias 12 e 23 de junho estão marcadas outras greves com todos os trabalhadores.

Os associados do SFRCI participaram com outros sindicatos numa greve de 24 horas no dia 16 maio e os revisores, por si representados, fizeram greves parciais nos dias 23 e 27 de maio em defesa de aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

Segundo o sindicato, “a administração da CP e as tutelas continuam indiferentes ao brutal aumento do custo de vida, com uma taxa de inflação de 7,2%”, o que “significa que num salário de 1.000 euros os trabalhadores perdem 72 euros/mês”.

Perante a atual conjuntura, os trabalhadores do comercial e transportes “entendem que valores entre 6,50 euros e 12,39 euros acrescidos de 0,14 euros no subsídio de refeição propostos pela CP são insuficientes”.

Os trabalhadores das bilheteiras queixam-se igualmente de “condições de trabalho deploráveis”, em várias estações sem climatização e em instalações com mobiliário desadequado e velho.

As greves marcadas para os dias 12 e 23 de junho são ambas de 24 horas, mas a primeira realiza-se a sul de Pombal e a segunda a norte de Pombal.

A CP – Comboios de Portugal anunciou, no dia 16 de maio, que chegou a um acordo com 12 sindicatos, para revisão do Acordo de Empresa, ficando de fora as três estruturas que convocaram a greve que decorreu nessa data.

Do acordo alcançado resultou o aumento salarial de 0,9%, com efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2022, a uniformização do subsídio de refeição para 7,74 euros e a integração dos trabalhadores da ex-EMEF na tabela salarial da CP, com efeitos retroativos a 01 de janeiro.

O entendimento prevê ainda a aplicação aos trabalhadores da ex-EMEF das regras consagradas no Acordo de Empresa da CP relativamente à organização do trabalho, abonos e variáveis retributivas.

Com Agência LUSA

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