Braga

PJ de Braga com novas instalações em 2023 num investimento de 2,5 milhões de euros

PJ de Braga © Paulo Moreira Mesquita / Semanário V
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A Polícia Judiciária (PJ) de Braga, que tem um dos maiores Departamentos de Investigação Criminal do país, vai mudar para novas instalações em 2023, num investimento de 2,5 milhões de euros, indicou hoje a ministra da Justiça.

Em declarações aos jornalistas, após visitar as atuais e as futuras instalações da PJ de Braga, Catarina Sarmento e Castro assumiu a falta de condições do espaço atual.

“São instalações que albergam um dos maiores Departamentos de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, onde trabalham cerca de 90 pessoas, e trabalham numa situação muito deficitária. São instalações muito exíguas”, declarou a governante.

O ministério da Justiça adquiriu, em 2021, a sede da extinta Associação Industrial do Minho (AIMinho) para aí instalar a PJ de Braga.

“As instalações ainda vão precisar de obras de beneficiação, mas o espaço é muito bom, já está previsto o orçamento e, portanto, contamos durante o próximo ano conseguir fazer essa mudança”, adiantou Catarina Sarmento e Castro.

O ministério da Justiça diz que “existe um investimento estimado no valor de 2,5 milhões de euros, que será financiado por fontes de investimento, nas quais se incluem fundos na área da eficiência energética do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência]”.

Questionada sobre a PJ de Braga ter apenas nove inspetores para processos relacionados com a corrupção, e a abertura, em 2021, de cerca de 200 destes processos, a ministra da Justiça salientou que está a decorrer um reforço de meios da PJ, a nível nacional.

“Está neste momento em curso um reforço de meios da Polícia Judiciária, em geral. E, portanto, estamos em crer que, com o reforço de meios que pretendemos continuar, não só este ano, mas nos próximos anos – esforço que, aliás, também já vem de trás – nós queremos reforçar, designadamente, o combate à criminalidade do ponto de vista da corrupção, também da cibercriminalidade, que hoje também está na ordem do dia, mas também noutras áreas significativas”, respondeu Catarina Sarmento e Castro.

O diretor nacional da PJ, Luís Neves, acompanhou a ministra nesta visita às instalações da PJ de Braga, que se insere no Roteiro para a Justiça, iniciado em maio, “que consiste num conjunto de visitas a vários equipamentos da Justiça, com o objetivo de contactar com os trabalhadores, fazer o levantamento das principais necessidades dos serviços, identificar oportunidades de melhoria e prioridades de ação”.

Com o mote “a Justiça ao serviço das pessoas e das empresas”, o roteiro, segundo o ministério da Justiça, “pretende impulsionar o trabalho colaborativo entre esta área governativa e os serviços que se constituem como a primeira linha de resposta às necessidades dos cidadãos e das empresas”.

“A informação recolhida no terreno, tal como as reuniões já iniciadas com os representantes dos agentes da justiça, vão contribuir para a construção uma visão participada e integrada do sistema que servirá de base a um novo ciclo de transformações focado na melhoria do ambiente económico nacional e no fortalecimento da confiança dos cidadãos na Justiça”, acrescenta a tutela, em comunicado.

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