Saúde

Sindicato dos Enfermeiros defende redução da idade da reforma para os 55 anos

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Direção do SE ouvida em sede de Comissão de Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local sobre petição lançada em 2020 e que reuniu mais de 12 mil assinaturas

A direção do Sindicato dos Enfermeiros – SE é ouvida amanhã, dia 8 de junho, a partir das 14 horas, em sede de Comissão de Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local para debater a petição “Enfermeiros- Pelo direito do acesso à reforma com pelo menos 55 anos de idade”, lançada em 2020 e que foi subscrita por mais de 12 mil pessoas. “Face ao risco e penosidade da profissão, como aliás ficou provado à saciedade nos últimos dois anos, é fundamental que seja revista a idade de aposentação dos enfermeiros para os 55 anos de idade”, frisa o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, Pedro Costa.

Na petição lançada pelo dirigente do SE, Eduardo Bernardino, é recordado que “com a pandemia de COVID-19, desde março de 2020 veio confirmar-se o que já se sabia: os Enfermeiros são uma profissão de desgaste rápido e de alto
risco”. De tal forma que, salienta Pedro Costa, “o Governo sentiu necessidade de criar um subsídio extraordinário e temporário pelos riscos das funções exercidas e, ainda, por toda a dedicação em prol do outro, em
detrimento da própria família. Infelizmente, este reconhecimento não teve continuidade no tempo e a verdade é que os enfermeiros ainda têm muitos dos seus problemas profissionais por resolver, faltam soluções condignas e que valorizem da profissão”, frisa o presidente do SE.

Pedro Costa salienta que os enfermeiros trabalham maioritariamente por turnos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, em contextos de grande complexidade, lidando com o sofrimento humano ininterruptamente, “quase
sempre em contextos de escassez de profissionais, aumentando a pressão colocada sobre cada enfermeiro, obrigado a desempenhar mais e mais funções, a ter a seu cargo um número excessivo de doentes face ao que devia ser a realidade”, explica ainda o presidente do SE.

Um dos reflexos da crescente pressão na enfermagem portuguesa, reafirma o dirigente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, é o aumento exponencial do burnout e consequente incremento da taxa de absentismo na profissão, “o que obriga, muitas vezes, a jornadas de trabalho de mais de 16 horas para suprir as necessidades dos doentes”.

Por tudo isto, o Sindicato dos Enfermeiros vai reafirmar no Parlamento a necessidade de rever o regime de aposentação dos enfermeiros.

No final da sessão, que irá decorrer na Sala 1, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE estará disponível para falar com os jornalistas presentes no local.

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