Vila Verde

Conjugar profissão e vida pessoal: um desafio educacional na EPATV de Vila Verde

(c) EPATV
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A preparação dos jovens para conciliarem, amanhã, a vida profissional e a vida pessoal é uma tarefa que cabe, hoje, aos pais e educadores — esta foi a ideia central de um seminário realizado hoje, dia 8 de junho, na escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), ao abrigo do programa Erasmus+.

“Os pais devem ajudar os filhos na educação para a conciliação entre a Vida Profissional e da vida pessoal e para a igualdade de género” — assegurou Ana Raquel Veloso, da Academia de Fitness emocional

A iniciativa do Centro Qualifica da EPATV – pelas mãos de Francisca Borges e Joana Rocha – apresentou desafios e boas práticas de construção de uma sociedade com mais igualdade de género. Esta desigualdade entre os homens e as mulheres gera prejuízos de 370 mil milhões de euros, por ano, na Europa, em que as europeias ganham menos 16% dos salários masculinos.

Os números foram citados por Arnaldo Sousa que, com Joana Rocha, moderaram uma mesa redonda com a participação de Ana Raquel Veloso (Academia de Fitness emocional), Mariana Costa, Alícia Wiedermann (UMAR) e Sílvia Correia (Re.store).

Na sessão de abertura, João Luís Nogueira assegurou que a EPATV, “enquanto escola tem obrigação de ter projetos de inclusão e educativos” quando vivemos “numa sociedade mais complexa” com “muito egoísmo, pouco voluntariado e pouca partilha”.

No seu entender, no seio de uma família, a “partilha de tarefas é o mote da felicidade e da satisfação pessoal” e, dirigindo-se aos alunos, alertou: “vós ides fazer a diferença mas só tem direito a reivindicar quem dá, quem cumpre”.

Francisca Borges, do Centro Qualifica da EPATV, apresentou o projeto Erasmus + Work-Life Balance que envolve escolas de Eslováquia, Grécia, Portugal e República Checa, no qual se insere este Seminário.

Este projeto pretende encontrar ferramentas “para ajudar gestores de recursos humanos das empresas e instituições a desenvolverem ações que conciliem a vida profissional e a vida pessoal”.

Por sua vez, a vilaverdense Filipa Fernandes, Mestre em Economia e gestora de recursos humanos na EDP, lembrou que são necessários mais “135 anos para que as mulheres tenham a igualdade de oportunidades profissionais que hoje têm os homens”. Assegurou também que as desigualdades resultam “de atos inconscientes mais frequentes e devem-se à educação e relações pessoais” de quem nos rodeia.

Sílvia Correia deliciou a plateia com o seu projeto de vida, através da criação da Re.store, uma marca amiga do ambiente e da inclusão social, que nasce da reutilização, reciclagem e redução de desperdícios da indústria têxtil. Com estas três ações, Sílvia Correia explicou como reforça a inclusão social, dinamiza a inovação social, desenvolve a solidariedade e rentabiliza os recursos. A partir do Padre António Vieira — “as ações de cada um é a sua essência” — esta empreendedora social percebeu que um quinto da poluição do Planeta “é causada pelos têxteis” e desafiou os alunos: “como posso eu ajudar, mudar muitos pequenos mundos?”

Sílvia Correia apontou a estratégia dos três P’s: Pessoas (inclusão), Planeta (reduzir destruição de recursos da indústria têxtil portuguesa) e Pedagogia (para a mudança de atitudes). Porque “o destino destina, o resto é comigo” — como escreveu Miguel Torga —, a economista uniu empresas, poder local, escolas e IPSS’ para construir uma “Tribo” que hoje reutiliza quatro toneladas de resíduos têxteis, tem 15 mil produtos vendidos e realiza 25 mil euros anuais em vendas.

Por fim, desafiou a EPATV a ter uma atitude solidária que envolva todos os membros da Escola e realize uma ação Re.store nesta instituição.

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