Braga

Hospital de Braga manda grávidas para Guimarães, Famalicão e Porto

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O Hospital de Braga anunciou o encerramento da urgência de ginecologia/obstetrícia, em períodos entre os dias 17 e 20 de junho. É o segundo encerramento deste serviço, em menos de dez dias e receamos que se repita na próxima semana, devido ao feriado de São João. A Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda apela a que todos os agentes envolvidos sejam capazes de trabalhar em conjunto para encontrar uma solução cabal para esta situação.

No início desta semana, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda endereçou uma pergunta ao Governo, sobre o encerramento do serviço de urgência de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital de Braga que esteve encerrado entre
os dias 12 e 13 de junho (em anexo).

Nesta pergunta demonstrámos a nossa preocupação com a possibilidade de tal cenário de encerramento se repetir aquando da ponte causada pelo feriado de 16 de junho.

O Hospital de Braga acabou de comunicar que “pela impossibilidade de se completarem as escalas de trabalho
necessárias, o seu Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia estará encerrado nas seguintes datas e horários: desde as 08h00 de sexta-feira, dia 17 de junho, até às 08h00 de sábado, dia 18 de junho; desde as 08h00 de domingo, dia 19 de junho, até às 08h00 de segunda-feira, dia 20 de junho.

Este novo encerramento é profundamente disruptivo e pouco tranquilizador de todas as pessoas que têm o Hospital de Braga como hospital de referência.

“O facto de a urgência funcionar temporariamente entre dia 18 e dia 19, sendo positivo para casos mais simples, não contribuirá muito para a confiança das grávidas em trabalho de parto. *Alguém se imagina a entrar num hospital para ter um parto sem ter a certeza de ter equipa de obstetrícia durante todo o parto? Na prática, portanto, o serviço está encerrado de 17 a 20 de junho”, escreve o Bloco de Esquerda.

Esta situação vai sobrecarregar novamente os hospitais da região bem como o Hospital de São João, no Porto, para os casos mais complexos e, novamente, vai colocar as utentes em incerteza, sem saber aonde se devem dirigir para ter o seu parto.

“O Serviço Nacional de Saúde bem como os seus incansáveis trabalhadores têm vindo a ser muito mal tratados. É fundamental assegurar salários dignos, carreiras, horários decentes, erradicar a precariedade e a contratação por empresas de trabalho temporário. A falta de capacidade para encarar de frente este problema anunciado está a trazer o SNS a uma situação difícil que carece de medidas estruturais urgentes”, alega o Bloco de Esquerda distrital, preocupado com a situação.

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