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Líderes do G7 querem fazer a Rússia pagar pela guerra

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Os líderes do G7 comprometeram-se a aumentar os custos para a Rússia da guerra na Ucrânia, anunciou hoje o chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterando que o líder russo, Vladimir Putin, não pode sair do conflito como vencedor.

“Putin não deve ganhar esta guerra”, disse Scholz numa conferência de imprensa após a cimeira do G7 em Elmau, no sul da Alemanha, citado pela agência francesa AFP.

Scholz disse que o grupo dos sete países mais industrializados “continua unido no seu apoio à Ucrânia”.

“Vamos continuar a manter e a aumentar os custos económicos e políticos desta guerra para o Presidente Putin e o seu regime”, disse Scholz.

A cimeira, segundo o líder alemão, terminou com uma “mensagem de unidade” das democracias e do seu entendimento de que as “fronteiras e soberania nacional” são “essenciais para a paz mundial”.

Scholz alertou que a China “não deve minar” as sanções impostas pelo Ocidente contra a Rússia por ter iniciado a guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

O chanceler disse ainda que os líderes do G7 irão participar na cimeira do G20 em novembro, na Indonésia, apesar da possível participação de Putin.

A Alemanha exerce atualmente a presidência do G7, de que também fazem parte Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Além de Scholz, participaram na cimeira os presidentes Joe Biden (Estados Unidos) e Emmanuel Macron (França), e os primeiros-ministros Justin Trudeau (Canadá), Mario Draghi (Itália), Kishida Fumio (Japão) e Boris Johnson (Reino Unido).

A União Europeia (UE) esteve representada pelos presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, Charles Michel.

A reunião do G7 antecedeu a cimeira da NATO, que começa hoje à noite, em Madrid, em que a guerra na Ucrânia e a nova realidade de segurança criada pela invasão russa serão temas em destaque.

No final do G7, o Presidente francês, Emmanuel Macron, disse esperar uma “mensagem de unidade e força” na cimeira da NATO, que deverá decidir sobre a adesão da Suécia e da Finlândia, a que se opõe a Turquia.

“A mensagem que deve sair de Madrid é uma mensagem de unidade e força para os países que são membros, bem como para aqueles que aspiram a juntar-se a ela e cuja abordagem apoiamos”, disse Macron.

No contexto da guerra na Ucrânia, “é a segurança do continente europeu que está em jogo”, acrescentou.

Na sequência da invasão russa da Ucrânia, a Suécia e a Finlândia pediram a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) em 18 de maio, pondo termo a uma política histórica de neutralidade.

A candidatura dos dois países enfrenta a oposição da Turquia, que acusa a Suécia de acolher militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), uma organização que Ancara considera terrorista.

A Turquia exige o endurecimento da legislação antiterrorista sueca e a extradição de várias pessoas que descreve como terroristas.

Ancara quer ainda o levantamento dos bloqueios à exportação de armas que lhe foram impostos após a intervenção militar turca no norte da Síria em outubro de 2019.

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