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BdP: pagamentos “contactless” com crescimento muito significativo

© Chaay_Tee / Shutterstock
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Nesta altura do campeonato já não é surpresa para ninguém que a tecnologia contactless entrou definitivamente no dia-a-dia de qualquer consumidor no ato de pagar as suas compras.

Mais rápidos, seguros e higiénicos do que o dinheiro físico, os pagamentos contactless registaram um crescimento extraordinário ao longo dos últimos dois anos e têm cada vez maior peso na faturação dos negócios portugueses.

De acordo com o último relatório do Banco de Portugal (BdP) sobre os sistemas de pagamento em 2021, a maior preferência por instrumentos de pagamento eletrónicos consolidou a tendência que já se verificava em anos anteriores tendo-se verificado que as operações com cartão de pagamento, débitos diretos e transferências (incluindo imediatas) aumentaram 13,9% em quantidade e 14,4% em valor e representaram, em 2021, 99,5% do total de pagamentos.

Os cartões continuaram a ser o instrumento preferido dos Portugueses para os pagamentos de retalho (excluindo o numerário), tendo representado 86,5% do número total de operações (26% do valor) sendo que destas, as operações baseadas em cartão aumentaram 15,2% em número e 15,3% em valor.

Para além do crescimento das compras online de, respetivamente, 47,1% em número e 51,8% em valor, o grande destaque de 2021 nesta categoria das operações baseadas em cartão vai para a tecnologia contactless que, no total do ano, registou uma grande subida na sua utilização: 102,2% em número e 130,9% em valor.

Este crescimento dos pagamentos contactless foi particularmente significativo no subperíodo de pandemia (entre abril de 2020 e março de 2021), onde, em comparação com o subperíodo anterior, acabou por verificar-se uma subida de 167,5% em número e 285,4% em valor das transações contactless (sem contacto).

Já no subperíodo de vacinação (entre abril e dezembro de 2021), houve um aumento de todas as operações, com novamente destaque para as compras com recurso ao “contactless”, que progrediram 93,4% em quantidade e 113,3% em valor.

“A pandemia teve um impacto mais negativo nas transações presenciais e/ou que implicam o manuseamento do cartão de pagamento. Os consumidores portugueses procuraram soluções alternativas a pagamentos com cartões mediante a inserção de PIN nos terminais de pagamento, e reduziram os levantamentos de numerário”, sublinhou o supervisor financeiro.

Isto mesmo já tinha vindo a ser reiterado pelo REDUNIQ Insights, solução de conhecimento da REDUNIQ, que no relatório publicado em janeiro, nos dizia que os pagamentos contactless representavam já 52% do peso da faturação e 71% no peso total das transações, operações estas efetuadas na rede de pagamentos da REDUNIQ, um valor que contrasta com os 36,1% e os 8,5% no peso da faturação registados em igual período de 2020 e 2019, respetivamente.

Estes números vêm não só comprovar o aumento gradual e consistente do peso dos pagamentos sem contacto na faturação dos negócios portugueses, como também uma crescente adesão dos portugueses, como refere o BdP, a novas formas de pagar baseadas na utilização do smartphone ou wearables.

Assim, devido a esta mudança de paradigma que vai deixando o dinheiro físico para segundo plano, e com o intuito de ajudar os negócios portugueses a aumentar as vendas em loja, a REDUNIQ, marca especialista no desenvolvimento de soluções de pagamento, trouxe ao mercado português terminais de pagamento (TPA) inovadores que estão a ajudar a transformar o panorama do setor dos pagamentos em Portugal.

É o caso do terminal de pagamento automático Android REDUNIQ Smart. Além de aceitar pagamentos contactless por cartão, chip,  MB WAY, Apple Pay e Google Pay, este TPA de última geração traz incorporadas um conjunto de apps de gestão que auxiliam os negócios a vender mais e que lhes permitem ser totalmente móveis e digitais.

Ao funcionar como TPA Contactless e centro de gestão com ligação ao mundo digital, esta nova solução TPA Android da REDUNIQ oferece uma flexibilidade extra aos negócios na gestão dos seus recursos, uma vez que, por exemplo, com a app ZS Mobile um lojista pode registar pedidos no terminal, faturar (certificação da AT) ou elaborar orçamentos e encomendas mesmo sem ligação à Internet, enquanto com a WinRest ou a ZSRest, um negócio de restauração passa a poder apresentar menus, registar e confirmar pedidos de clientes e ainda integrar o seu software de faturação num único TPA físico.

Compras online aumentam e cheques diminuem

Voltando ao relatório sobre sistemas de pagamento em 2021 do BdP, podemos perceber que as compras online com cartões portugueses aumentaram 39,3% em número e 31,1% em valor durante a pandemia.

Anda assim, em comparação com o período pré-pandemia (entre abril de 2019 e março de 2020), as operações baseadas com cartão cederam 14% em número e 7,3% em valor, enquanto os cheques diminuíram 31,2% em número e 33,8% em valor.

Explica o BdP que, “no caso dos cartões, os períodos de confinamento geral obrigatório e o encerramento do comércio justificaram a redução observada. No caso dos cheques, a descida foi determinada pelo decréscimo da atividade em setores nos quais este instrumento é comummente usado (por exemplo, pagamentos de empresas a fornecedores) e pela substituição por instrumentos de pagamento eletrónico”.

Apesar das perdas serem menores, durante a pandemia também os débitos diretos perderam terreno, tendo-se assistido a uma queda de 5,7% em número e 9% em valor.

Em sentido contrário, entre o subperíodo de pandemia e de pré-pandemia, as transferências a crédito aumentaram 9,7% em número e 2% em valor, enquanto as transferências imediatas cresceram 57,9% em número e 29,5% em valor.

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