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GD Chaves, o bastião do futebol transmontano

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GD Chaves, o bastião do futebol transmontano

Findada a época 2021/22, mais uma página de história e nova subida de divisão para o GD de Chaves. Após uma temporada regular, no segundo escalão português e sempre nos lugares do pódio, os flavienses voltaram ao convívio dos grandes e a colocar a região de Trás-os-Montes na primeira divisão.

Antes da próxima época começar, vejamos um pouco desta aventura flaviense pelo futebol português.

O início de uma bela história transmontana

Fundados em 1949, “Os Valentes Transmontanos”, como são conhecidos, são um dos clubes mais emblemáticos de Portugal. Com inúmeras presenças na 1.ª divisão portuguesa e conquistas nas divisões inferiores, os flavienses levam a cidade para campo em cada partida que disputam.

Mas, para chegar ao escalão maior a luta foi intensa e nem sempre a sorte esteve do lado da equipa.

Como referido, o clube nasceu em 1949. Contudo, tem a particularidade de ter resultado da fusão de dois clubes regionais e rivais da cidade: Atlético Clube Flaviense e Flávia Sport Clube. Na época, parecia que não era o passo indicado, mas os primeiros anos provaram o contrário.

Passo a passo, cimentando a história do clube

A década de 50 mostrou um GD Chaves aguerrido, com o propósito a que se propôs: subir à 2.ª divisão nacional. E conseguiu. Na época de 52/53, o clube ganha o campeonato regional e consegue a subida.

A partir deste feito, começou a luta para cimentar o lugar do clube na 2.ª divisão e começar a sonhar com a primeira.

As décadas de 60 e 70 foram pródigas em acontecimentos para o clube. Ora porque passou por períodos menos bons, com a descida à 3.ª divisão, como também momentos de quase sonhar com a subida à 1.ª divisão, incluindo uma época em que só não subiu por um golo, no desempate com os rivais diretos.

Mas, o saldo acabou por ser positivo, perante o nível de competição e elenco que o clube apresentou.

A década da viragem

Chegaram os anos 80. Com eles, chegou a conquista da 2.ª liga e, consequentemente, a tão desejada subida ao escalão principal. Mas, uma coisa de cada vez.

A década começou e o Chaves mais uma vez a “morrer na praia”. Na época de 83/84, o clube consegue o direito de disputar a “liguilha” de acesso à 1.ª divisão, mas falha no seu principal objetivo.

Contudo, no ano seguinte, tudo mudou. Além de ter vencido a 2.ª divisão, consegue o seu grande objetivo. A subida de escalão, escusado será dizer que trouxe um excelente cartão de visita da região de Trás-os-Montes. Pela primeira vez na história, um clube transmontano estava no principal escalão do futebol português. Algo inédito. O melhor mesmo, é que na época seguinte, o GD Chaves, além de bom futebol, consegue com o seu excelente 6.º lugar, a qualificação para as competições europeias da época seguinte.

Caso para dizer, benditos anos 80.

A ascensão, a queda e a reconquista

Após estes feitos, o clube já começava a conquistar o seu espaço, com boas exibições e futebol cheio de raça e valentia. Os anos 90 provaram que o modelo estava cimentado e a presença do clube na 1.ª divisão foi uma constante.

No entanto, findados os anos 90, o clube voltou a cair na 2.ª divisão, em 1999, onde permaneceu 17 anos, com algumas descidas aos campeonatos inferiores.

No entanto, a força dos “Valentes Transmontanos” voltou e, com a pujança que tanto caracteriza a região. Em 2016, o clube voltou então ao escalão principal, onde se fixou durante 3 anos. Voltou a cair, mas reergueu-se. O que nos leva ao início desta leitura.

Para a época de 2022/23 espera-se que continuem as conquistas, visto que vão voltar a competir na primeira liga. Com um enorme apoio dos locais, espera-se que a próxima época traga novamente a força flaviense e que o clube consiga a manutenção na elite do futebol português.

Quando a época começar, todos os holofotes vão estar no percurso da equipa, incluindo os digitais, com plataformas de apostas online que fornecem toda a informação sobre os resultados do clube, classificação, bem como detalhes de jogos e estatísticas.

Com efeito, após 16 presenças no principal escalão, 16 presenças na 2.ª divisão, 57 presenças na Taça de Portugal e uma ida às competições europeias, chegou a hora do GD Chaves voltar a colocar a região de Trás-os-Montes novamente no mapa desportivo.

O ano não será fácil, mas temos a certeza que todos os flavienses vão contribuir para que o Estádio Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira seja uma fortaleza e leve o clube às vitórias.

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