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Fingiam ser trabalhadores da Segurança Social para roubar idosos no Minho

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O Ministério Público considerou indiciado que dois arguidos, atuando em conjugação de esforços e vontades, de 28.09.2021 a 21.12.2021, nas localidades de Esposende, Barcelos, Touguinhó, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira, Póvoa de Varzim e Arcos de Valdevez apoderaram-se, ou procuraram apoderar-se, de objetos de ouro e de dinheiro pertença de pessoas idosas de condição social modesta, desacompanhadas e muitas vezes fragilizadas por doença.

Para tal, mais indicia o Ministério Público, percorriam de carro vários concelhos, à procura de idosos que encaixassem no seu perfil de atuação, entabulando conversa com os mesmos, na qual se intitulavam trabalhadores da Segurança Social, do Centro de Saúde ou de IPSS’s locais, a pretexto de ali estarem para indagarem elementos necessários para a satisfação de necessidades sociais ou de saúde desses idosos; e na conversa, descreve-se na acusação, questionavam de ouro e dinheiro, apurando os locais onde os idosos guardavam tais bens, de que depois se apropriavam, levando-os a entregar-lhos ao engano ou tirando-lhos à força ou subtraíndo-lhos sem que os mesmos dessem conta.

O Ministério Público contabiliza na acusação apropriações de objetos de ouro e dinheiro, no referido período, no valor de pelo menos €9 620.

O Ministério Público mais indiciou que os objetos de ouro eram depois canalizados por estes dois arguidos para um estabelecimento que se dedicava à compra e venda de ouro usado, sito na Póvoa de Varzim, onde o terceiro arguido, lhos adquiriu, a troco de quantias em dinheiro, sabendo que os mesmas tinham sido tirados aos legítimos proprietários.

Aqueles dois arguidos aguardam os ulteriores termos do processo sujeitos à medida de coação de obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

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