Braga

Resposta ao Direito de Resposta de Manuel Rodrigues

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Semanário V publica aqui resposta ao Direito de Resposta de Manuel Rodrigues ao artigo “Tudo sobre a guerra de Rodrigues & Névoa. Revelamos as cartas azedas entre os outrora “sócios siameses.””, pelo jornalista autor da notícia, Joaquim Gomes.

RESPOSTA DO JORNALISTA

1 O jornalista faz até questão de aguardar pelos locais próprios para definitivamente se constatar quem de facto está a publicar “direitos de resposta” todos eles aliás eivados de meias-verdades, que são piores que as mentiras: “enquanto houver Juízes em Berlim” o jornalista não teme, pelo contrário, faz questão de tudo esclarecer, porque o dinheiro não compra tudo, nem todos. Não é plantando “notícias” em jornais e “entrevista” teleguiada numa revista através de agência de comunicação que nem sequer um Direito de Resposta sabe elaborar que a “lavar roupa suja” o senhor Manuel Rodrigues poderá ter vencimento judicial a que muito legitimamente se julga no direito ver reconhecido.

2 O diferendo da Bragaparques anda a ser discutido publicamente e não apenas e só nos locais próprios, os Tribunais, pois se escolheu uma agência de comunicação para tentar assim pressionar os Tribunais e até os Senhores Doutores Meritíssimos Juízes de Direito.

3 A ação judicial referida na notícia (Processo nº 1356/20.4T8BRG, Juízo Central Cível de Braga – Juiz 3) refere-se a um processo cível movido pela contraparte e não pelo senhor Manuel Rodrigues, que obviamente contestou nos prazos legais como melhor entendeu.

4 O processo judicial instaurado e que não foi acompanhado (o Ministério Público não tem de fazer Acusações Públicas relativamente às Acusações Particulares, mas apenas e só Acompanhar ou não as Acusações Particulares, tendo, no entanto, de Acompanhar o Processo) da invocada difamação ao senhor Domingos Névoa, seguiu a sua tramitação em fases reservadas (não públicas), as de Inquérito e de Instrução, logo os jornalistas a elas não têm acesso, nem o senhor Manuel Rodrigues informou a Imprensa até agora. E ainda bem que acabou um processo em que um afilhado chamou publicamente ao seu padrinho “ladrão” e “corrupto”: menos porcaria, repito, menos porcaria, nos Tribunais.

5 Quando refere neste quinto ponto: “Não é verdade que a realização da transação, em 17.12.2018, fosse inviável por causa dos processos judiciais pendentes a essa data”, era de toda a conveniência explicar melhor, pois não é verdade, quando diz “não é verdade”.

6 Esses argumentos invocados no ponto 6 conviria uma vez mais e a bem da verdade serem acompanhados dos respetivos documentos judiciais, aliás, os de ambas as partes.

7 O não reconhecer quaisquer direitos ao senhor Domingos Névoa é para se discutir no local próprio, os Tribunais, enquanto Órgãos de Soberania, não na praça publica, desde logo porque privada de todo o processo judicial, a opinião pública não poderá discernir: “entrevistas” no Monte do Bom Jesus e fotografias do casamento com a sua esposa nada esclarecem, pois estas “notícias”/“entrevistas” só aproveitam à agência de comunicação e como qualquer técnico de comunicação competente e sério o deveria ter esclarecido desde a primeira hora, tais “publicações” só prejudicam a Bragaparques e contribuirão para desvalorizar a empresa e seus acionistas, aquilo que o povo diz “dar tiros nos pés”.

8 A referência a janeiro de 2023 é meramente indicativa e não partiu do jornalista, nem muito menos é “pura invenção”, tendo sido, como muito bem sabe já o senhor Manuel Rodrigues, o mês de referência para iniciar o julgamento no Tribunal Cível de Braga, caso não se opte, em alternativa, pelo Juízo de Comércio da Comarca de Braga, instalado no Palácio da Justiça de Vila Nova de Famalicão. Porquê tentar insistir em meias verdades?

9 As cartas que o Semanário V publicou nunca poderiam ser reproduzidas na íntegra, já que por um lado são muito extensas, mas por outro lado têm trechos impublicáveis, por questões de decoro e de bom senso, deixariam muito boa gente de cara envergonhada.

10 Da alegada dívida do Senhor Doutor Hernâni Portovedo aquilo que se vem afirmando nos meios comerciais é não se perceber em termos racionais os muitos gastos em custas judiciais e advogados serem bastante superiores ao que se peticiona, tendo sido dito na anterior audiência de discussão e julgamento, pelo Senhor Doutor João Serino, não ser prática habitual das vossas empresas cobrar dívidas onde se gaste mais na cobrança que o montante original (Processo nº 3914/20.8T8BRG, Juízo Central Cível de Braga – Juiz 4).

11 No mesmo Processo nº 3914/20.8T8BRG, Juízo Central Cível de Braga – Juiz 4, foi por várias vezes dito pelo Senhor Doutor Advogado António Raposo Subtil, integralmente gravado, pelo sistema de áudio do Tribunal de Braga, que em várias décadas de carreira impoluta a todos os níveis daquele antigo Presidente do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, pela primeira vez em toda a sua vida o Senhor Doutor Advogado António Raposo Subtil foi demandado disciplinarmente e criminalmente, nomeando em todas as suas intervenções sempre o senhor Manuel Rodrigues como autor das queixas.

12 No mesmo Processo nº 3914/20.8T8BRG, Juízo Central Cível de Braga – Juiz 4, entre outros impropérios, que estão também gravados, pelo sistema sonoro judicial, o senhor Manuel Rodrigues chamou “lacaio” ao seu Diretor Financeiro e colega de Administração da SAD e da Direção do Sporting Clube de Braga. E mais não disse por ser interrompido.

13 Não é verdade o senhor Manuel Rodrigues referir “não é verdade” ter o jornalista na notícia referido que foi condenado, afirmou apenas o jornalista, quanto ao Processo nº 3934/19.5T8BRG, no Tribunal do Trabalho de Braga, que fez Acordo com a Funcionária.

14 A questão das partilhas resultantes da morte dos Senhores seus Pais, não teriam sido noticiadas se ao contrário do que diz o senhor Manuel Rodrigues, não tivessem sido alvo de ação judicial (Processo nº 3844/20.3T8BRG, Juízo Central Cível de Braga, Juiz 2). Além de que se são notícia ou não cabe aos órgãos de comunicação social sempre através dos seus respetivos editores definir o que é notícia ou não, não ao senhor Manuel Rodrigues, que agora quer contornar o facto, assobiando para o lado, ser uma figura pública, como empresário e dirigente de topo de um dos principais clubes portugueses, especialmente nos meios regionais onde têm sede os jornais que têm dado eco desses processos. Quer se queira reconhecer, quer não se queira reconhecer, o senhor Manuel Rodrigues é uma figura da história do seu tempo, como se refere em termos jurisprudenciais e doutrinais. Por isso mesmo, inclusivamente, os jornais diários nacionais, duas estações de televisão e a agência noticiosa portuguesa têm vindo a publicar aspetos paralelos à principal ação judicial que opõe o senhor Manuel Rodrigues e o senhor Domingos Névoa, e Familiares.

15 Basta consultar o Processo nº 3844/20.3T8BRG, Juízo Central Cível de Braga, Juiz 2, para se constatar “não ser verdade” o que agora diz o senhor Manuel Rodrigues. Bastaria colocar cá fora todo o processo, agora que se encontra extinto, para se ver que a notícia também nesse aspeto pecou por defeito e não por excesso, mas ainda estamos a tempo.

Finalmente, ao contrário que afirma no seu Direito de Resposta (seria mais um Direito de Retificação aquilo que deveria ter exercido, se estivesse devidamente assessorado), porque quer primeiro no Tribunal de Trabalho de Braga, quer agora no Tribunal Cível de Braga, o senhor Manuel Rodrigues, sempre em termos pouco próprios, em ambos os casos, recusou comentar a sua posição, nem nunca respondeu anteriormente aos emails e SMS cujo remetente, aliás, bloqueou, fugindo sempre ao diálogo e ao contraditório. E só reagindo sempre à posterior, em vez de atender os sucessivos pedidos de comentário e aos quais nunca se dignou dar atempadamente resposta, esperando pelas publicações, para só depois, tarde e más horas, reagir, quando tinha ao seu alcance fazê-lo primeiro.

Joaquim Gomes – 13.07.2022

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