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“A estratégia do PS? Fazer de nós parvos!”, diz professor

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O professor de direito Luiz Cabral de Moncada veio a publico emitir um comunicado acerca do Partido Socialista.

Comunicado na íntegra.

“A estratégia do PS? Fazer de nós parvos!

Diz-se frequentemente que o PS não tem estratégia de governação. É falso. Tem e é muito clara. Consiste em manter a situação tal como ela está e fazer o menos possível para a alterar, garantindo ao mesmo tempo os melhores resultados eleitorais.

Garantir resultados eleitorais é muito simples. Basta aumentar o número dos funcionários públicos e equiparados. Um aumento de vinte mil funcionários públicos são oitenta mil votos garantidos, no mínimo. Ao mesmo tempo vão-se dando umas migalhas aos reformados e aos pensionistas em geral. A receita é infalível. Mas assim aumentam-se as despesas públicas correntes, dirão os mais cépticos. Mas qual o problema? Lá está o correspondente aumento dos impostos indirectos, designadamente sobre os combustíveis, e o problema fica resolvido. Esta é que é a estratégia de fundo.

E os problemas correntes como, p. ex., o caos no serviço nacional de saúde de que todos somos vítimas? Não nos iludamos. Resolver estes problemas só com recurso à medicina privada associando-a a diversos títulos (contratos de concessão, parcerias, etc…) à prestação dos cuidados de saúde mas isso equivaleria a reconhecer a sua importância fulcral no sistema nacional de saúde e isso repugna e repugnará aos responsáveis do Ministério da Saúde. São e foram sempre as equipas mais à esquerda que se possa imaginar ou seja, inimigos de tudo quanto é privado. Entre apelar à iniciativa privada e deixar os utentes à porta dos serviços o PS nem hesita.

Entretanto e para impressionar o PS manda volta e meia os iluminados de serviço dizer quer têm grandes projectos entre mãos. A última é a exploração dos «recursos do mar». Já há décadas que esta conversa é conhecida. Aparece o ministro a apontar para o mar qual novo piloto das naus da carreira da Índia. Trata-se de uma manobra de diversão. O objectivo é pôr os portugueses a olhar contemplativamente para o horizonte marinho aproveitando agora o verão. O que não nos dizem é que a exploração dos recursos marinhos ou seja, das pescas e dos jazidas petrolíferas e de gás, já desenvolvida em quase todos os países europeus, desde logo pelos nórdicos, implica investimentos em infraestruturas de milhares de milhões de euros o que só será possível com o recurso à detestada iniciativa privada a começar pela estrangeira. Ora, as jazigas de combustíveis nas águas territoriais portuguesas parece que não são famosas e as pescas implicam uma frota pesqueira que a adesão à União Europeia nos obrigou a manter em níveis baixíssimos. Ao mesmo tempo as ideias internacionais sobre a protecção ambiental não auguram grande futuro à exploração dos recursos marinhos. De modo que por aí não vamos longe. Concluindo; querem fazer de nós parvos.

E, no entanto, seria seguramente possível resolver alguns problemas. Mas para isso seria necessário reconhecer que as capacidades do Estado chegaram ao fim. Ora isso, o PS, que vive do Estado e para o Estado, nunca fará. O Estado é a única âncora do PS e levantá-la colocaria o partido à deriva em mares que não controlaria”, esrceve Luiz Cabral de Moncada, Professor de Direito.

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