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Área ardida em 2022 é superior à de todo o ano passado

(c) LUSA
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A área ardida em incêndios florestais na Europa desde início do ano, particularmente na parte ocidental atingida por vagas de calor, já é superior à do ano de 2021, afirmou o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

Nos 27 países da União Europeia, desde o início do ano os incêndios já queimaram um total de 517.881 hectares, ou pouco mais de 5 mil quilómetros quadrados, o que equivale à superfície das ilhas de Trinidad e Tobago, nas Caraíbas.

No ano passado, apesar dos numerosos incêndios em Itália e na Grécia, arderam 470.359 hectares nos países da União Europeia, de acordo com os dados compilados pelo serviço de monitorização europeu EFFIS.

Se a tendência continuar, 2022 poderá igualar ou até ultrapassar os valores de 2017, aquele que foi o pior ano até agora registado em termos de incêndios na UE, desde que o EFFIS foi criado, tendo ardido 988.087 hectares de vegetação, ou quase dez mil quilómetros quadrados, o que equivale à dimensão do Líbano.

“A situação é ainda pior do que o esperado, apesar de termos antecipado anomalias de temperatura graças a previsões meteorológicas a longo prazo”, disse à AFP o coordenador do EFFIS, Jesus San Miguel, sublinhando que “a onda de calor é um fator determinante e claramente ligado ao aquecimento global”.

Em França, arderam cerca de 40 mil hectares desde o início do ano, em comparação com um pouco mais de 30 mil em 2021; em Espanha, foram 190 mil hectares que arderam, comparativamente com os 85 mil em 2021; e em Portugal mais de 46 mil hectares foram varridos pelo fogo este ano, em comparação com 25 mil no ano passado.

Grécia, Eslovénia e Itália também têm sido fustigados pelos fogos florestais.

O cenário é grave mesmo para países não habituados a incêndios florestais, como o Reino Unido, onde esta semana a temperatura subiu acima dos 40ºC pela primeira vez.

Desde o início deste ano, já arderam 20 mil hectares no Reino Unido, em comparação com aproximadamente seis mil em 2021.

“Sabíamos que ia ser um verão difícil e estamos à espera que continue, já que não estamos sequer a meio da época dos incêndios”, explicou San Miguel.

“Anteriormente a época concentrava-se de julho a setembro, agora temos épocas mais longas e incêndios muito intensos”.

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