Braga

Mariana Machado de Braga bate o recorde pessoal nos 5.000 metros nos mundiais

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Mariana Machado melhorou na quarta-feira o recorde pessoal nos 5.000 metros, com o nono melhor tempo português de sempre, mas ficou fora da final dos mundiais de atletismo, no 20.º lugar.

A mais jovem atleta da delegação portuguesa a Eugene2022, com 21 anos, cumpriu a segunda meia-final da distância em 15.18,09 minutos, menos sete segundos do que a sua anterior melhor marca (15.25,87, já este ano), melhorando o recorde nacional de sub-23 – a anterior marca tinha 20 anos e era detida por Inês Monteiro (15.21,05).

“Foi muito bom. O meu primeiro objetivo era bater o recorde pessoal, o segundo bater o recorde nacional [do seu escalão] e, se fosse possível, muito por milagre, uma passagem à final, que tenho noção que era muito difícil numa primeira participação”, explicou a atleta do Sporting de Braga.

O 12.º lugar na sua meia-final, vencida pela etíope Letesenbet Gidey, campeã do mundo dos 10.000 metros, em 14.52,27, deixou-a fora dos cinco lugares de apuramento direto, ficando também fora dos lugares de repescagem – a última foi a norte-americana Emily Infeld, em 15.00,98.

Mas, aos 21 anos, e na esteia em grandes palcos, a filha de Albertina Machado, sétima nos 10.000 metros em Seul1988 e nos Mundiais Roma1987, subiu ao ‘top-10’ da distância entre as portuguesas, só superada pela recordista nacional Fernanda Ribeiro (14.36,45) e pelas consagradas Jessica Augusto (14.37,07), Sara Moreira (14.54,71), Inês Monteiro (15.01,06), Albertina Dias (15.05,12), Aurora Cunha (15.06,96), Marina Bastos (15.07,29) e Dulce Félix (15.08,02).

“Acho que para uma estreia não podia pedir melhor! Já tinha saudades de bater um recorde nacional e sabe sempre bem. Estou muito satisfeita, cumpri o meu objetivo principal, saio daqui muito motivada para voltar, para o ano, com objetivos maiores: quem sabe uma passagem à final”, prosseguiu.

Depois de ter chegado aos seus primeiros campeonatos do mundo com a 29.ª marca entre as inscritas, Mariana Machado destacou os proveitos obtidos.

“É nestas competições que conseguimos experiência para conseguir alcançar lugares de finalistas ou medalhas. Sempre que alcancei algo no meu escalão, tive de ter uma participação sem ganhar nada. É assim que encaro esta competição, por isso, só posso estar satisfeita. Agora que venha o Europeu que era o meu real objetivo para esta época”, referiu.

No último quilómetro, a benjamim da seleção portuguesa, que tal como o lançador do dardo Leandro Ramos nasceu já em 2000, conquistou três posições, para chegar ao 10.º lugar, depois de ter acelerado no início da prova.

“Tive noção que as primeiras voltas estavam a ser muito rápidas e senti que, se me deixasse ir aquele ritmo, podia dar o estoiro. Tive de me conter, fiz mais de metade da prova sozinha, por isso acredito que há uma margem de progressão, numa corrida mais com os meus ritmos, não com estes ritmos das melhores do mundo, dos quais ainda estou longe. Arrisquei no início e recuperei nas últimas voltas, claro que sozinha contra o tempo é sempre difícil, mas eu estava à espera que isto acontecesse. Sabia que tinha de forçar, para conseguir bater este recorde e estou muito satisfeita por consegui-lo”, concluiu.

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