Braga

“Doentes no chão e espera de 12 horas”, o caos na urgência em Braga

(c) Foto cedida ao Semanário V
Partilhe esta notícia!

Uma doente esteve esta noite 12 horas em espera na urgência do hospital de Braga. A denúncia a que o Semanário V teve acesso foi feita por uma doente com pulseira verde, acompanhada de fotos que mostram doentes, no chão, sem lugar para se sentarem e um deles a dormir dado o tempo de espera para ser atendido por um médico da unidade hospitalar.

O hospital de Braga vive momentos de alguma tormenta de funcionamento principalmente na questão das urgências.

No último mês e meio o Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Braga foi afetado mais de seis períodos de 24 horas.

Nos comunicados emitidos anteriormente, a administração do hospital tem reiterado que, diariamente, envida “todos os esforços com a finalidade, sobretudo, de manter assegurada a prestação de cuidados de saúde”.

O Conselho de Administração do Hospital de Braga tem dito ainda que se encontra a trabalhar de forma articulada com outros hospitais da região, para que a resposta aos utentes seja garantida pela rede de instituições do Serviço Nacional de Saúde.

O Semanário V tentou obter informações junto do hospital de Braga e obteve resposta por parte da administração.

Comunicado na íntegra:

“Na sequência do solicitado, cumpre-nos informar que o Serviço de Urgência (SU) do Hospital de Braga constatou, na segunda-feira, dia 25 de julho, e na madrugada desta terça-feira, dia 26 de julho, uma forte afluência de doentes não urgentes, ou seja, doentes triados com pulseira azul ou verde.

Estes doentes não urgentes, triados com pulseira azul ou verde, que deveriam ter sido encaminhados para outros Serviços de Saúde, nomeadamente para os Cuidados de Saúde Primários, provocam, inevitavelmente, um aumento anormal dos tempos de espera, bem como a acumulação de pessoas neste Serviço.

Apelamos à compreensão dos Utentes, reiterando que devem recorrer ao SU apenas em situações urgentes ou quando referenciados pelo Médico de Família, Médico Assistente ou Linha de Saúde 24, combatendo-se assim a elevada percentagem de atendimentos não urgentes (cerca de 50%) no Hospital de Braga.

Por fim, refutamos os relatos sobre a inexistência de lugares sentados para os Utentes, uma vez que as cadeiras presentes no espaço são suficientes para a afluência registada nesta madrugada.

O Conselho de Administração do Hospital de Braga ressalva que continua a trabalhar na garantia do normal funcionamento na prestação de cuidados de saúde à população”.

Comentários

topo