Desporto

SC Braga muda treinador, mas mantém ambição de desafiar ‘grandes’

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O Sporting de Braga, crónico quarto classificado da I Liga de futebol nos últimos anos, mudou de treinador e pouco alterou o seu plantel, mantendo a habitual ambição de fazer frente aos ‘três grandes’.

Artur Jorge, que ‘subiu’ da equipa B, quase só conheceu o Sporting de Braga como jogador e já orientou várias equipas jovens dos ‘arsenalistas’, substituiu no cargo Carlos Carvalhal, que rumou às ‘Arábias’.

O treinador de 50 anos, que ajudou o Sporting de Braga a alcançar um dos seus raros terceiros lugares, em 2019/20, quando ‘herdou’ o cargo nas últimas cinco jornadas, enfrenta agora um desafio com bem mais pressão, naquela que é a primeira vez que começa uma temporada na I Liga.

O objetivo mínimo do Sporting de Braga é o quarto lugar, mas o clube liderado por António Salvador estará sempre à espreita de um lugar no pódio.

O plantel sofreu poucas alterações, merecendo óbvio destaque a saída do defesa central David Carmo para o FC Porto, por 20 milhões de euros (ME), a segunda maior venda de sempre do Sporting de Braga, a seguir a Trincão, para o FC Barcelona (31 ME).

O lateral direito espanhol Victor Gómez (emprestado pelo Espanyol), o defesa central francês Niakaté (emprestado pelo Guingamp), o ponta-de-lança francês Simon Banza (ex-Famalicão) e o extremo internacional mexicano Diego Lainez (emprestado pelo Betis) são os reforços até ao momento.

Destaque ainda para o regresso do defesa esquerdo colombiano Borja e do avançado espanhol Mario González, após empréstimos, e a saída, para clube ainda por definir, de Francisco Moura.

A ‘dispensa’ do polivalente esquerdino, que fez 42 jogos na última época (dois golos) após grave lesão no joelho esquerdo na temporada anterior, foi algo surpreendente dado o trajeto que parecia ascendente do campeão europeu sub-19 por Portugal, em 2018, no Sporting de Braga.

A aposta na juventude, fortemente incrementada nas duas temporadas de Carvalhal, parece ter vindo para ficar – integram o plantel 11 jogadores provenientes da ‘cantera’ minhota, decisivamente impulsionada pela construção recente da Cidade Desportiva.

Os responsáveis minhotos afirmam que o plantel está fechado, mas a continuidade do ‘capitão’ Ricardo Horta ainda é uma incógnita – o interesse do Benfica é público.

O internacional de 27 anos tornou-se, na época passada, no melhor marcador de sempre do clube, com 93 golos, ultrapassando Mário, que estabeleceu o anterior recorde (92) nas décadas de 40 e 50 do século passado.

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