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Muito lixo e beatas recolhidas da praia da Apúlia em apenas dois dias

(c) Carlos Dobreira
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Em apenas dois dias do mês de agosto foram recolhidas 2 000 beatas de cigarro e 260 litros de resíduos recicláveis, perigosos e lixo indiferenciado na praia da Apúlia Norte e na Avenida Marginal Cedovém, junto às dunas.

Fotos: Carlos Dobreira

Para o efeito foram despendidas 13 horas e 25 minutos distribuídas por 4 sessões de plogging realizadas em 2 dias.

Dos resíduos recolhidos, a maioria junto às dunas, no areal e junto à água do mar, destaque para uma seringa, uma dobradiça, uma caixa de esferovite para acondicionamento de sardinhas, fivelas, ferros, toalhetes para bebés, pilhas, latas, embalagens para take-away, máscaras, cordas, guardanapos, fraldas, garrafas e copos de plástico, vidro estilhaçado, caricas, redes, paus de gelados, maços de tabaco, embalagens de gelados, iogurtes e de chupa chups, sacos com restos de comida (fruta, pão, carnes brancas), paus e metais de para ventos e chapéus de sol, esferovite, cartelas de comprimidos e beatas de cigarro.

“A recolha revela uma má relação entre os seres humanos e o mar e a sua costa. Em pleno século XXI é inaceitável que se continuem a atirar beatas de cigarro para o chão e o areal ou a depositar resíduos diversos a poucos metros do mar. Urge sensibilizar as pessoas que frequentam as praias para as ameaças do lixo marinho e promover campanhas para que os seus utentes separem e recolham os resíduos em sacos (feitos em material ecológico). A maioria dos resíduos recicláveis foram separados para colocação nos ecopontos. As 2 000 beatas de cigarro recolhidas serão doadas ao Laboratório da Paisagem (Guimarães) para transformação em estrutura construtiva (e-tijolo)”, escreve Carlos Dobreira em comunicado enviado ao Semanário V.

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