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Portugal vai pagar fardas ao exército ucraniano e reconstruir escolas na Ucrânia

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, encontrou-se hoje com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tendo discutido o fornecimento de fardas ao exército ucraniano, a juntar o apoio já assumido por Portugal na reconstrução de escolas.

O encontro, hoje de manhã em Kiev, apenas foi revelado pelo chefe da diplomacia portuguesa cerca das 14:00 (12:00 em Lisboa), em declarações a jornalistas portugueses na capital ucraniana, e foi o motivo para o cancelamento da visita prevista para as 11:00 ao Muro Memorial dos Defensores Caídos.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, que se avistou também com o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, o Presidente Zelensky “transmitiu alguns pedidos de natureza de natureza militar”, que incluem a possibilidade de fornecimento de fardas ao exército ucraniano.

“Irei partilhar [esses pedidos] com a minha colega [da Defesa] e com o senhor primeiro-ministro”, disse João Gomes Cravinho, manifestando que Portugal está sempre disponível para estudar as possibilidades de novos apoios.

Nas declarações aos jornalistas, o ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que as forças armadas ucranianas tiveram “uma expansão muito rápida, por razoes óbvias, e uma incorporação muito grande de milites nas suas fileiras” e que agora, “além de todas as necessidades de equipamento militar, portanto de natureza bélica, há também necessidades de fardas, tudo aquilo que a nossa indústria têxtil pode produzir”.

No que toca a ‘stocks’ militares, o ministro observou que Portugal terá “alguma dificuldade” em corresponder, mas ainda “talvez ainda existam possibilidades” que serão exploradas após o seu regresso a Lisboa.

Em relação a novos temas no pacote de ajuda, João Gomes Cravinho referiu que “há mais matérias” que o Governo português vai igualmente estudar: “Os pedidos da Ucrânia têm surgido de forma continua, à medida que a situação vai evoluindo. Nesse quadro, vamos estudando as possibilidades que temos de corresponder”.

Com Agência LUSA

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