Braga

Quando vai acabar a mortandade entre os turistas no Gerês?

Mais uma morte por falta de vigilância em Terras de Bouro © Semanário V
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A  criminosa falta de vigilância em Terras de Bouro, no tão afamado Gerês, ceifou mais uma vida esta semana, um jovem na flor da idade que não teria falecido, se ali se encontrasse uma simples placa, se houvesse proteção civil naquela terra, se os cursos superiores de segurança a turistas não fossem tirados em ginásios de Vila Verde, se quem é pago pelos cofres públicos não estivesse à hora da tragédia a fotografar-se em cima de um calhau precisamente no Gerês, embriagada numa feira de vaidades, à espera de receber mais uma medalha, injustamente, só porque tem um cartão partidário cor de laranja.

É isto que Terras de Bouro tem para oferecer a quem pensa entrar num paraíso da natureza, todos os anos jovens a morrer, por falta de vigilância, já se perdeu a conta daqueles que caiem como tordos na Albufeira da Caniçada, nos rios Cávado, Gerês e Caldo, procurando-se esconder o sol com uma peneira, fazer remendos em cascatas, quando afinal as quedas nas cascatas não constituem casos mortais desde há muitos anos, mas sim os referidos rios, que passam por Terras de Bouro, desde afogamentos a banhistas atropelados fatalmente por motos de água, em clima de impunidade, sem paralelo no país.

Albufeira da Caniçada tornou-se no “cemitério” dos jovens © Semanário V

Uma simples consulta abstrata ao “Doutor” Google permite constatar não haver um ano em que não morram na Albufeira da Caniçada turistas, quase sempre jovens, não existindo um único caso de fatalidade que não tivesse sido possível evitar se houvesse vigilância como legalmente é exigível, os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro e as Delegações da Cruz Vermelha, bem como a GNR, não podem fazer mais do que já realizam e todos os dias, de forma abnegada, faltando prevenção ativa, estar onde a morte espreita, dar a cara e sem ser só nos anos de eleições autárquicas, ou sacar subsídios.

De que valem as tão propaladas “Visitas de Estado”, a Terras de Bouro, recentemente, não passando de meras operações de cosmética, se não se atacam os problemas de frente, se toda a gente sabe que as mortes são nos rios e não nas cascatas, até aqui o mal estava na viúva de Rio Caldo, chamaram-se os fuzileiros, que se quiseram ter onde dormir tiveram de ir a Vieira do Minho, mas afinal não são as boias, as poitas e as cordas arrancadas por eles rio aos mais fracos, deixando os outros na impunidade, que resolveram o problema e a Albufeira da Caniçada é cada vez mais um “cemitério” para jovens.

Mais uma morte por falta de vigilância em Terras de Bouro © Semanário V

ALGUNS DOS MAIS RECENTES CASOS MORTAIS

Tiago Oliveira, de 21 anos, residente em Águas Santas, na Maia, morreu instantes depois de se ter lançado da Ponte de Rio Caldo/Vilar da Veiga (Terras de Bouro), este domingo, dia 21 de agosto de 2022, tendo sido o corpo recuperado na manhã do dia seguinte, segunda-feira, ninguém sabia (onde estão as placas?) ser proibido atirar-se da ponte para a água, não poderia saber que o esperava uma albufeira muito mais baixa do que o habitual (maior a altura entre a ponte e a água) e haver a profundidade de cerca de 80 metros naquela confluência dos rios Cávado, Gerês e Caldo, em Terras de Bouro.

2021

Jovem de Ribeirão morre afogado na Albufeira da Caniçada, no Gerês

Um jovem de 21 anos, residente na freguesia de Ribeirão, faleceu na tarde desta quinta-feira na Albufeira da Caniçada, no Gerês. Tudo terá acontecido pelas 16h00 quando rapaz, João Couto, se encontrava com um grupo de amigos que aproveitavam a tarde de sol nas margens da albufeira.

Segundo algumas testemunhas, o jovem ainda terá pedido auxilio enquanto tentava voltar à tona da água, mas acabou por desaparecer nas águas da albufeira.

O corpo foi, entretanto, encontrado após várias horas de buscas, em participaram os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, Barcelinhos, Barcelos e Vizela.

Uma equipa de apoio psicológico esteve no local para acompanhamento dos amigos e familiares da vítima.

Recorde-se que há menos de um ano, em setembro de 2020, um outro jovem famalicense, de 20 anos, natural de Oliveira Santa Maria perdeu a vida de forma semelhante na mesma albufeira.

(“Opinião Pública”, 11 de junho de 2021)

 

2020

Jovem morre após acidente no Gerês

Cynthia da Silva, emigrante natural de Amares, de 20 anos, não resistiu aos ferimentos graves.

Cynthia da Silva, emigrante natural de Amares, de 20 anos, não resistiu aos ferimentos graves que sofreu na sequência de um acidente com uma mota de água, no domingo passado, na albufeira da Caniçada, no Gerês.

Morreu esta quarta-feira de manhã no Hospital de Braga.

A jovem, que residia em França e estava de férias no País, passava o dia com a família numa praia fluvial em Rio Caldo, quando, pelas 17h45, se deu o acidente na água.

A mota, conduzida por um familiar da mesma idade, saltou com a ondulação e Cynthia embateu com muita violência no assento.

Sofreu lesões graves na zona pélvica e hemorragias que, apesar dos esforços das equipas médicas do Hospital de Braga – foi operada de urgência -, acabaram por ser fatais.

(“Correio da Manhã”, 27 de agosto de 2020)

 

2020

Gerês

Jovem de Famalicão morre afogado na Albufeira da Caniçada

Um jovem de Famalicão morreu afogado, esta quarta-feira, na Albufeira da Caniçada, do Gerês. Corpo foi encontrado a meio da tarde, a 14 metros de profundidade. É o terceiro caso mortal ocorrido, desde agosto, naquela zona fluvial.

Fernando Henrique Azevedo, de 20 anos, residente em Oliveira Santa Maria, Vila Nova de Famalicão, chegara esta quarta-feira de manhã a uma estância turística, com um grupo de amigos, no lugar de Pereiró, freguesia de Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro.

Os seus amigos, visivelmente chocados, não quiseram falar ao JN, tendo recebido apoio psicológico do INEM, que enviou para o local duas equipas de médicos e enfermeiros, em automóvel e em helicóptero.

Segundo o comandante das operações de socorro, Lino Oliveira, segundo-comandante dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, o cadáver foi encontrado cerca das 16.20 horas, a 20 metros da margem e a uma profundidade de 14 metros, tendo sido enviado para o Gabinete Médico-Legal e Forense do Cávado, em Braga, a fim de ser esta quinta-feira autopsiado.

No local estiveram elementos da Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa e Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, Vizela, Amares, Taipas, Fão, Famalicenses e Barcelinhos, além da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR e do Posto Territorial da GNR da Vila do Gerês.

(“Jornal de Notícias”, 16 de setembro de 2020)

 

2020

Homem morre afogado na albufeira da Caniçada no Gerês

Corpo foi encontrado pelos mergulhadores empenhados nas buscas

 

2020

Vilar da Veiga

Homem morreu afogado na Albufeira da Caniçada no Gerês

Um homem de 34 anos morreu esta terça-feira à tarde, na zona da Albufeira da Caniçada, acima da praia do Alqueirão, na localidade de Bairro, em Vilar da Veiga, no concelho de Terras de Bouro.

A vítima mortal, localizada por volta das 15.45, foi transportada para a Casa Mortuária do Hospital Central de Braga pelos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro.

O corpo foi localizado por mergulhadores das corporações vizinhas de Amares, Barcelos, Barcelinhos, Taipas e Vizela, tendo participado nas operações a Cruz Vermelha de Rio Caldo, a par do INEM, com médico, enfermeiro e psicólogo, sob a coordenação do segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, Lino Oliveira.

O JN sabe que a vítima José Alberto de Araújo Carvalho, é natural de Vila do Conde.

(“Jornal de Notícias”, 25 de agosto de 2020)

 

2018

Empresário morre afogado na Caniçada

Hugo Oliveira, de 44 anos, desapareceu nas águas da albufeira após manobra com uma mota de água.

O corpo foi encontrado esta segunda-feira por uma equipa de mergulhadores. A vítima mortal era natural de S. Tomé de Negrelos, em Santo Tirso, e dono de uma empresa em Rebordões.

“Isto não é justo. Ele veio para se divertir num cenário tão lindo e morreu. Ele sabia nadar muito bem, alguma coisa deve ter acontecido para cair na água e não se conseguir salvar”, disse ao CM um amigo de Hugo Cassiano Oliveira, o homem de 44 anos que morreu afogado na albufeira da Caniçada, em Terras de Bouro, no domingo à tarde.

O empresário caiu à água, no domingo, durante uma manobra com uma mota de água e não conseguiu regressar à superfície. Bombeiros e mergulhadores tentaram encontrá-lo, numa operação de busca e resgate aquático que se prolongou noite dentro.

O cadáver só seria encontrado ontem, por volta das 12h00. Foi removido pelos bombeiros de Terras de Bouro para o Instituto de Medicina Legal de Braga.

Nas operações de busca participaram também as corporações de Barcelos, Barcelinhos, Famalicenses e Taipas, além de uma equipa do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR.

(“Correio da Manhã” de 21 de agosto de 2018)

 

2010

Atirou-se ao rio para salvar a filha e morreu

Criança de quatro anos caiu de barco de turismo. Pai desapareceu na água, criança foi resgatada.

Um homem morreu afogado no rio Cávado, ao princípio da tarde de ontem depois de ter ajudado a salvar a filha de quatro anos, que caíra de um barco de turismo, nas imediações da Barragem da Caniçada, em Rio Caldo, no Gerês.

A mulher da vítima e a filha foram depois transportadas em estado de choque para o Hospital de São Marcos, em Braga, mas encontram-se ambas livres de perigo, segundo o DN apurou.

A vítima, de 32 anos, residente em Sátão, distrito de Viseu, atirou-se ao rio Cávado cerca das 12.50, para socorrer a filha, que entretanto foi salva com o apoio de outros turistas que seguiam na embarcação turística, explorada pela Câmara Municipal de Terras de Bouro.

O acidente deu-se quando a criança escorregou e caiu à água na parte este do rio Cávado, a montante de uma ponte que liga Vilar da Veiga à vila do Gerês.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil destacou para aquele local, mais conhecido por “zona das pontes” e em que o rio Cávado separa os concelhos de Terras do Bouro e de Vieira do Minho, duas dezenas de efetivos, entre os bombeiros locais e equipas de mergulhadores das corporações de Vizela, de Amares e de Barcelos, que conhecem muito bem o rio Cávado, em especial as imediações da Barragem da Caniçada.

Durante toda a tarde e até ao início do anoitecer, os mergulhadores, que se deslocavam em três equipas, bateram toda aquela zona até à Barragem da Caniçada, mas não encontraram o homem desaparecido no rio Cávado, tendo suspendido as buscas cerca das 19.00, devido à falta de luz para procurar o desaparecido, mas o trabalho será retomada já hoje de manhã.

No local do acidente circulavam também várias pessoas em motos de água, mas nenhuma delas conseguiria avistar o homem desaparecido, tendo sido acionada entretanto a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

(“Diário de Notícias” de 18 de outubro de 2010)

 

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