Educação

Famílias gastam mais em material escolar com subida de preços

Partilhe esta notícia!

A compra do material escolar para o novo ano letivo é, provavelmente, dos momentos mais aguardados pelos estudantes que iniciam uma nova etapa no seu percurso escolar. Mas, se há quem comece a comprar o material necessário antes do início das aulas, a verdade é que há também quem o faça após o seu início.

De acordo com o Observador Cetelem Regresso às Aulas 2022, 63% dos portugueses optam por fazer as compras antes do ano iniciar, já os restantes 36% prefere fazê-lo após o começo das aulas, nomeadamente, os alunos universitários (75%), com a maior fatia a comprar o material ao longo do ano (45%).

Quanto à lista do que tencionam comprar, o material escolar essencial (82%), os artigos de vestuário/calçado (70%) e o material para realização de educação física (59%) continuam a liderar as intenções de compra. Segue-se o material de apoio didático extra (46%), que regista uma das maiores descidas, de cerca de 18 p.p. face a 2021. A completar o Top 5, 37% dos encarregados de educação revelam que tencionam comprar tecnologia (37%) – ainda assim, menos do que nos últimos anos, quando foi necessário um maior investimento das famílias na compra de equipamento informático para o ensino à distância.

Analisando os resultados por grau de ensino, observa-se que os alunos do ensino básico são os que têm maior intenção de comprar material escolar novo (91%), assim como material para realização de educação física (72%). No secundário, há maior compra de equipamentos tecnológicos como calculadoras, tablets e periféricos informáticos. Já os alunos universitários são os que têm uma maior intenção de adquirir vestuário/calçado (85%).

Para comprar o material escolar essencial, os portugueses preferem recorrer às lojas físicas (papelarias, grandes superfícies, etc.) (86%), assim como para comprar vestuário/calçado (84%) e material para educação física (83%). Já os equipamentos tecnológicos, são comprados pela maior fatia dos encarregados tanto em lojas físicas como online.

Este ano, mais encarregados tencionam também que mais de metade do material escolar seja reutilizado, feito de materiais ecológicos, recicláveis e sustentável – 36%, mais 24 p.p. face ao ano anterior. É entre os que têm educandos a seu cargo a estudar no ensino superior (45%) e no secundário (44%) que verificamos uma maior consciencialização ambiental. Esta é também maior nas áreas metropolitanas do Porto (48%) e de Lisboa (45%) e menos na Região Centro (15%).

Quando questionados sobre o critério que consideram mais importante na hora de escolher o material escolar, os portugueses inquiridos consideram que é o preço (68%) – sobretudo os encarregados de educação com educandos a frequentar o 3.º Ciclo (27%), ensino superior (25%) e secundário (22%) -, a qualidade (62%) – principalmente os do secundário (26%) e pré-escolar (25%) – e a adequação à lista fornecida pela escola (61%) – para os encarregados de educação com filhos a frequentar o pré-escolar (47%).

No que concerne ao tipo de ensino, os dados revelam que há mais alunos que frequentam o ensino público com mais atenção ao preço (23%), e mais entre os do privado a valorizar a qualidade (26%).

Comentários

topo