Educação

4 em cada 10 pais temem não ter capacidade financeira para a educação dos filhos

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O conflito na Europa está a ter consequências em diversos domínios, nomeadamente impactos económicos que têm vindo a pressionar os rendimentos das famílias. Ainda assim, após dois anos de pandemia, a maioria dos encarregados de educação inquiridos pelo Observador Cetelem Regresso às Aulas 2022 consideram que a sua situação financeira atual é estável (62%), quando comparada com o ano anterior.

No mesmo sentido, no que respeita a educação, 51% dos encarregados de educação afirmam ter hoje total capacidade para a financiar – mais entre os que têm filhos no Pré-Escolar (78%). Já cerca de 22% temem não serem capazes de a suportar e outros 20% admitem que o custo com a educação é uma fonte de stress, sendo este mais sentido entre os encarregados de educação que têm filhos a frequentar o Ensino Secundário (36%). Já 2% confessam precisar de apoio e outros 2% terem ou já terem tido dificuldades.

Os dados do Observador Cetelem revelam que a capacidade de financiamento da educação difere em função do tipo de ensino: Segundo o estudo, mais de dois terços dos encarregados com estudantes no ensino privado (78%) declaram ter total capacidade para financiar a educação. Já no ensino público, apenas 48% afirmam ter capacidade total, 24% têm medo de não conseguirem assumir os encargos e para 20% o custo associado causa-lhes stress – preocupações que apenas 10% e 8% dos encarregados de educação com alunos no privado expressam, respetivamente.

A nível regional também se observam diferenças, com a região Sul a ser aquela em que os entrevistados demonstram mais capacidade para o financiamento da educação dos estudantes (66%). Já na região Norte encontram-se aqueles que mais temem não terem essa capacidade (24%) e os da região Centro os que sentem mais stress com o custo da educação (28%). É também entre os encarregados com maiores rendimentos que mais inquiridos expressam ter total capacidade para financiar a educação (66%).

Ainda assim, 9 em cada 10 entrevistados consideram que o acompanhamento é a melhor forma de garantir o sucesso escolar dos educandos, especialmente, os que têm filhos no Pré-Escolar (94%), no 1.º Ciclo (92%) e no 3.º Ciclo (91%). Apenas 8% consideram ser o dinheiro o principal garante do sucesso escolar.

Metodologia

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Regresso às Aulas 2022 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve como target indivíduos de ambos os géneros, de idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal Continental, que tenham dependentes em idade escolar. O estudo foi conduzido através de entrevistas telefónicas assistidas por Computador (CATI). No total foram feitos 1262 contactos para realizar 504 entrevistas representativas do universo em estudo. O erro máximo associado é de + 4.4 p.p. para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram conduzidas por intermédio de questionário estruturado de perguntas fechadas com a duração máxima de 12 minutos. Foram realizados contactos representativos da população e estratificados por Distrito; Género e Idade para encontrar o target do estudo. As entrevistas foram conduzidas por uma equipa de entrevistadores Nielsen, que receberam treino específico para o presente estudo. O trabalho de campo decorreu entre 11 a 25 de agosto 2021.
A maioria dos inquiridos pelo Observador Cetelem Regresso às Aulas 2022 (68%) tem apenas um estudante a seu cargo, 28% tem dois e 4% tem três ou mais. 88% dos inquiridos indicam que os seus dependentes frequentam o ensino público, com os restantes a referir o ensino privado. A grande maioria (76%) tem a seu cargo estudantes do ensino básico – 31% no 1º ciclo; 26% no 2º ciclo e 24% no 3º ciclo. 20% têm estudantes a seu cargo a frequentar o ensino secundário, 8% o ensino pré-escolar e 9% estudantes universitários.

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