Braga

Mutu, a nova revelação da música em Braga, antecipa disco de estreia no gnration

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Este sábado, às 22:00. O primeiro trabalho da banda foi construído com o apoio do programa de criação a artistas locais Trabalho da Casa.

Chamam-se mutu, formaram-se em 2020, apresentam-se ao vivo pela primeira vez este sábado e estreiam-se nos discos em 2023. Formada por Diogo Martins, na voz, Pedro Fernandes, nos sintetizadores e guitarra, Nuno Gonçalves, nos teclados, e João Costeira, na bateria, mutu são uma nova banda de Braga e que certamente será uma das próximas grandes surpresas da nova música portuguesa.

Depois de uma primeira formação como trio, foi com a entrada de Diogo Martins, na voz, que encontram a identidade e sonoridade que procuravam e com a qual começaram a trilhar o caminho para o primeiro disco: explorar música experimental e eletrónica, com influências da música portuguesa de cariz tradicional
A convite do gnration, e inserido no programa de apoio à criação artística local Trabalho da Casa, iniciaram uma residência artística. Desde junho, a banda tem vindo a gravar o álbum de estreia no gnration e a preparar a primeira apresentação pública do mesmo. Neste trabalho que antecipam em concerto, mutu explora o cancioneiro tradicional português, unindo-o a sonoridades contemporâneas que vão desde a música eletrónica ao rock e jazz. A esse cruzamento de influências, juntam-se ainda mensagens que despertam no ouvinte um pensamento crítico sobre problemáticas sociais, como o abandono, questões identitárias, memória coletiva e tradição.
Lançado no início de setembro, Ceifa é o primeiro single da banda e o tema que dá origem à narrativa musical do projeto. Nesta canção, mutu pede emprestada a Cantiga da Ceifa, música regional das Beiras. Sem filtros e carregados da eterna saudade lusa, interpretam a cantiga folclórica juntando-lhe batidas jazz, melodias eletróncias e pós-rock minimalista. O disco de estreia de mutu tem lançamento previsto para o início de 2023. Este sábado, 17 de setembro, às 22:00, na blackbox do gnration, apresentam-no em primeira-mão um disco que terá muito a dizer sobre a portugalidade de hoje e de outrora.

Desde o início de 2015 que o programa de apoio à criação artística local Trabalho da Casa tem sido um palco privilegiado para artistas locais e uma força motriz singular na produção musical da cidade de Braga. Com duas dezenas de projetos já apoiados, o programa de apoio do gnration desafia músicos e bandas a construírem novas obras discográficas e espetáculos, partindo de incubação em contexto de residência. Para além da apresentação pública que está incutida como processo final da residência artística, arriscaríamos a dizer que o legado que tem vindo a deixar no mapa cultural da cidade é de valor artístico incalculável. Gonçalo, Ermo, con+ainer, Máquina Del Amor, Grandfather’s House, Leviatã, Dead Men Talking, Imploding Stars, Bruma, Ângela Polícia, Quadra, FERE, The Nancy Resistance Wide Band, Omie Wise, Homem em Catarse, Cavalheiro, Travo e St. James Park compõem o leque de mais de meia década de Trabalho(s) da Casa.

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