Saúde

Montenegro espera que Governo cumpra com compromissos na Saúde

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O presidente do PSD, Luís Montenegro, disse que espera que o Governo possa cumprir com os compromissos assumidos, como o centro ambulatório de radioterapia para o Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), que vai a concurso esta semana.

“Espero que o Governo possa cumprir, de uma vez por todas, com os seus compromissos que tem ao nível da construção de equipamentos, das reabilitações de alguns espaços das unidades hospitalares, neste caso concreto, há alguns projetos que estão em curso”, desejou.

Luís Montenegro falava aos jornalistas no terceiro dia do programa “Sentir Portugal” no distrito de Viseu, à saída de uma reunião com o conselho de administração do CHTV, presidido por Nuno Duarte.

“Em particular a questão do centro ambulatório e da radioterapia, eu não posso deixar de registar que se encontra neste espaço uma placa a registar, em 2017, o arranque desse projeto e estamos em 2022”, destacou.

Luís Montenegro adiantou que, na reunião, ficou a saber que “na próxima sexta-feira, em princípio, será publicado o concurso no jornal oficial das comunidades, porque é um concurso internacional, para depois todo o procedimento concursal se desenvolver”.

“Para que a obra possa estar em boas contas, pronta e ao serviço dos viseenses e de cerca de meio milhão de utentes do SNS lá para 2024, portanto, aquilo que foi prometido estar em funcionamento em 2018, está agora adiado para 2024, e vamos esperar que aquilo que está previsto para 2024 não fique para anos seguintes”, disse.

O líder nacional social-democrata disse ainda que esta obra prometida para Viseu, “mesmo este calendário de atrasos e adiamentos, só é possível cumprir, porque os autarcas da região centro permitiram e propuseram que o respetivo financiamento pudesse sair de instrumentos que estavam à sua disposição, para as autarquias locais, fossem realocados ao investimento da administração central”.

Ou seja, continuou, “perante a incompetência e a passividade da administração central em resolver o problema dessa obra, tiveram de ser os autarcas a retirar do seu bolo, do seu programa operacional, para poder viabilizar-se esse investimento”.

Uma obra que Luís Montenegro espera que, “de uma vez por toda, possa ver a luz do dia”, apesar de ter dúvidas, já que na segunda-feira, lembrou, esteve “perante uma placa que anunciava em 2008, o início das obras de concessão de uma autoestrada para ligar Coimbra a Viseu” e, em 2022, equipamento não existe”.

“E isso é um reflexo de anos de cativações, de desinvestimentos nos serviços públicos, que infelizmente tem sido uma marca do Governo do PS e que revela também o empobrecimento do país”, acusou.

No seu entender, “o país fica mais pobre, não só quando os salários ficam mais baixos” ou quando tem “um rendimento ‘per capita’ que é um dos piores da União Europeia, o país fica mais pobre quando o SNS não responde às necessidades das populações”.

“Quando o serviço de educação deixa alunos sem professores, isto também é empobrecer. O desinvestimento em infraestruturas públicas também na rede de transportes, também é empobrecer, é votar territórios como o distrito de Viseu a dificuldades acrescidas para se poderem desenvolver”, acrescentou.

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