Braga

Jovens do Minho “foram” à Lua e a Marte e pelo caminho fizeram flexões e cambalhotas no ar

(C) Aereo TV
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entusiasmo, mas também caras de enjoo e vómitos, sobretudo porque o avião executava manobras que alternavam entre 20 segundos sob o efeito de microgravidade, de leveza, sem peso, e 20 segundos sob hipergravidade, de sobrepeso.

No chão, quando se está deitado, em hipergravidade, sente-se quase o dobro do peso, como se estivesse uma pessoa em cima de outra, mal se consegue levantar um braço e a pressão conflui para o pescoço. Em pé, caminhar torna-se uma tarefa árdua.

Ricardo Martins, 15 anos, de Vila Verde, no distrito de Braga, sentiu isso, mas quando chegou ao efeito da gravidade zero, foi “a libertação total”, fez flexões, elevações e cambalhotas no ar.

Bolas que tentou atirar ao chão, que lhe pareceu “de plasticina por dentro”, não passaram disso mesmo, de bolas que tentou atirar ao chão, porque não caíam, ficavam no ar, tal como pequenos balões cheios de água colorida.

“Foi espetacular, valeu muito a pena”, disse o jovem à Lusa, momentos antes da aterragem na Base Aérea de Beja, onde familiares esperavam os adolescentes num hangar próximo da pista.

No voo seguiu também José Teixeira, professor de Física e Química, em Chaves, que testou as forças eletrostáticas e gravíticas, entre outras experiências, que puseram à prova o ter de andar em hipergravidade para verificar os aparelhos que trazia consigo.

A brincar, e já em terra firme, comentou à Lusa que, apesar de alguma indisposição sentida no avião por duas vezes, enjoos a sério só se for na emblemática estrada nacional que liga Chaves a Faro, um trajeto “bonito” mas “cheio de buracos”.

Ao contrário do chão almofadado do avião que o “levou” hoje à Lua e a Marte, na companhia de 30 jovens e do astronauta alemão Matthias Maurer, que já esteve no espaço, na Estação Espacial Internacional, a “casa” que foi sua durante seis meses com vista para a Terra.

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