Viana do Castelo

Pais deixam menino na areia para ir a banhos em Afife e quase é levado pelo mar

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O comandante da capitania de Viana do Castelo defendeu o regresso do dispositivo de segurança nas praias, que terminou no dia 11, depois de um menino de três anos ter sofrido hoje um acidente numa praia de Afife.

“Obviamente que para mim, como coordenador das operações de socorro no domínio público marítimo, seria mais confortável ter um dispositivo de segurança nos dias que se avizinham de calor e que atraem as pessoas para as praias”, defendeu Silva Lampreia, em declarações à agência Lusa.

O responsável relatou que a criança “foi deixada pelos pais sentada na areia, junto à agua, enquanto foram ao banho”, tendo pouco depois ”dado com ela deitada na areia, possivelmente após ter sido atingida por uma onda, e inanimada”.

Depois de ter sido assistida no local foi conduzida “por precaução” ao Hospital de Viana do Castelo, confirmando que a “criança está bem”.

Depois de ter dito que já podia contar como apoio da Coordenada Decimal [Associação de Nadadores Salvadores, um projeto], Silva Lampreia esclareceu que o socorro à criança na praia de Afife foi também prestado pela equipa de nadadores salvadores da associação, anualmente financiada pela Câmara de Viana do Castelo para garantir a segurança nas praias de bandeira azul do concelho, tendo também sido ativado um “bote da Polícia Marítima que acabou por não ser utilizado por a criança já estar a ser socorrida” .

Sobre os meios de que a capitania dispõe para fazer o patrulhamento terrestre, Silva Lampreia esclareceu posteriormente que além da viatura AMAROK que nesta altura bate os dois concelhos, de Esposende e Viana do Castelo”, dispõe ainda de “meios náuticos da estação salva-vidas de Viana do Castelo”.

“Já não temos dispositivo balnear desde o dia 11 [de setembro], quando terminou a época balnear, as praias já não têm vigilância”, lembrou o comandante que apelou aos “comportamentos de precaução e de prevenção”, pedindo às pessoas “que não se exponham ao risco porque nunca se sabe o que pode acontecer e o mar é traiçoeiro”.

Com Agência LUSA

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