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Rússia avisa França que considera inaceitável entregas de armas a Kiev

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A diplomacia russa sinalizou à França que considera “inaceitáveis” as entregas contínuas de armas ocidentais à Ucrânia, aprovisionamentos que facilitaram uma contraofensiva ucraniana contras as forças russas.

“A ênfase (da comunicação) foi em que é inaceitável o continuar a alimentar a Ucrânia com armas ocidentais, incluindo francesas”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado, após o vice-ministro, Alexander Grouchko, ter recebido o embaixador francês, Pierre Lévy.

A diplomacia russa acusou as forças ucranianas de usarem estas armas ocidentais para “bombardear instalações e infraestruturas civis, incluindo a central nuclear de Zaporijia”, a maior da Europa, que estava ocupada pelas forças russas.

Grouchko também insistiu na “necessidade de levantar sanções ilegais contra os produtores russos de cereais e fertilizantes e eliminar todos os obstáculos ao fornecimento dos mercados nos países em desenvolvimento, a fim de evitar graves consequências humanitárias”.

Estas observações repetem as feitas pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que acusou a União Europeia (UE) de bloquear a doação de 300.000 toneladas de fertilizante russo aos países que mais precisam.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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