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Em Portugal existem cerca de 52 mil ciganos e 90% vive na pobreza

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Oito em cada 10 ciganos na Europa vivem na pobreza e sem perspetivas de melhoria, quer na vertente da educação quer na do trabalho, concluiu uma análise da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), divulgada esta terça-feira.

Segundo a agência, seis anos depois do último inquérito publicado pela FRA sobre este tema, é possível verificar que “os ciganos em toda a Europa continuam a sofrer privações generalizadas”.

O relatório da Agência dos Direitos Fundamentais indica que a população cigana é a parcela da população europeia que mais se sente discriminada, mas, no entanto, pouco reclama acerca dessa realidade. A agência, quando fala sobre a comunidade em causa, utiliza desmedidamente a expressão “condições chocantes”, como forma de retratar o modo de vida da população, segundo o jornal Público.

O relatório, que foi publicado esta terça-feira, pode tornar-se num ponto de referência para a União Europeia (UE) que, em 2023, estabeleceu um quadro estratégico que visava criar medidas para a inclusão da comunidade cigana até 2030. No entanto, o avanço dessas medidas tem sido pouco notório.

A pobreza é generalizada no seio da comunidade e a discriminação cria obstáculos em várias esferas da vida social. Portugal é um dos países que regista os piores resultados. Embora a média dos países analisados indique que 80% dos ciganos vive em situação de pobreza, esse número sobe para 98% em Espanha e em Itália, para 96% em Portugal e na Grécia e para 93% na Croácia.

Em Portugal, existem cerca de 52 mil ciganos. Apenas 29% das crianças – entre os três e os seis anos – pertencentes a esta etnia, frequentam o infantário, sendo que apenas 10% dos jovens, entre os 20 e 24, terminaram o ensino secundário. Portugal apresenta a taxa mais baixa do continente europeu

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