Desporto

Portimonense vence em Barcelos e agrava crise do Gil Vicente

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O Portimonense venceu o Gil Vicente, por 2-1, em partida da 12.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, onde os algarvios, mais pragmáticos, tiveram dois ‘trunfos’ vindos do banco de suplentes para resolver o desafio.

Diaby, aos 12 minutos, colocou a equipa da região sul na frente do marcador, e apesar de reação do Gil Vicente, com um tento de Fran Navarro, aos 27, o jogo acabou decidido pelo ‘suplente’ Ricardo Matos, que aos 78 fez o segundo jogo, assistido por Rui Gomes, também ele lançado na etapa complementar.

Com este triunfo, os algarvios quebraram uma série de quatro jogos consecutivos sem vencer no campeonato [três derrotas e um empate], e avançam, à condição, para o sétimo lugar da Liga, agora com 19 pontos.

Já o Gil Vicente, que estreou o treinador Carlos Cunha, como sucessor de Ivo Vieira, não conseguiu quebrar a série negativa, e somou o quinto desaire consecutivo, mantendo-se no 15.º lugar, com apenas nove pontos.

Percebendo essa instabilidade do conjunto minhoto, o Portimonense protagonizou uma entrada mais dinâmica no desafio e não demorou mais de dois minutos a criar o primeiro lance de perigo, num remate cruzado de Seck, que forçou Kritciuk a defesa apertada.

Do outro lado, o conjunto minhoto demorou a estabilizar-se, e apesar de ainda ter esboçado um remate intencional, por Fujimoto, não conseguiu quebrar a maior iniciativa do Portimonense, que ainda antes do quarto de hora, chegou à vantagem.

Na sequência de um canto cobrado pelo regressado Paulo Estrela, Diaby superou, nas alturas, toda a defesa local, e, de cabeça, assinou o 1-0, aos 12 minutos.

Aproveitando algum desnorte da formação barcelense, o médio francês esteve perto de ‘bisar’, pouco depois, numa jogada individual culminada com um remate ao lado, num lance que, ainda assim, serviu para os ‘galos’ despertarem.

A reação dos nortenhos começou a ser gizada com um tiro de longe de Bilel, que falhou ao alvo por pouco, mas inspirou o extremo para, já aos 27 minutos, ‘arrancar’ um cruzamento perfeito para o goleador Fran Navarro, desviar, de cabeça, para o empate.

Até ao intervalo, o desafio entrou numa toada de equilíbrio, mas o Portimonense esteve mais perto de se recolocar em vantagem, num desvio de Luquinha, mas sem melhor a direção, quando tinha a baliza a mercê, mantendo a igualdade no tempo de descanso.

A paragem fez melhor aos galos, que regressaram ao jogo bem mais acutilantes em termos ofensivos, graças a um futebol ambicioso, que deixou cedo ameaças à baliza do Portimonense, em remates de Bilel e Vítor Carvalho.

Os algarvios, nesta fase a apostar mais contra-ataque, também mostravam apetência para recuperar a vantagem, e já depois da hora de jogo, num cabeceamento de Ouattara, que saiu um pouco ao lado, e num tiro de Paulo Estrela, que Kritciuk susteve, causaram calafrios aos locais.

Com a partida ‘atada’ o técnico do Portimonense acabou por ter mais visão nas substituições realizadas, e aos 78 minutos viu os dois jogadores lançados até então construírem o segundo golo da equipa, com Rui Gomes ‘inventar’ uma jogada e Ricardo Matos a desviar para o 2-1.

O tento sofrido foi um golpe demasiado duro para os ‘galos’, que ainda tentaram, embora com parca clarividência, uma reação, mas sempre travada por uma bem posicionada defesa do Portimonense, que segurou a vantagem até ao final.

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