Braga

Menina Lara perde apoio essencial e Câmara de Braga e Rio “assobiam para o lado”

Partilhe esta notícia!

Lara a menina lutadora a quem foi diagnosticada uma doença grave e rara, Leucodistrofia Vanishing White Matter, teve mais uma situação constrangedora com a Câmara Municipal de Braga e a candidatura ao programa que o governo promove como “Acessibilidades 360º, um país para todos”.

No total, são 48 milhões de euros de financiamento PRR em investimentos na acessibilidade de pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida. Para o Programa de Intervenções em Habitações (PIH), “para melhorar as acessibilidades para pessoas com deficiência em habitações em todo o território de Portugal continental, e com o objetivo de apoiar intervenções em, pelo menos, 1.000 habitações”, o apoio financeiro vai até “ao limite máximo de dez mil euros por habitação”, segundo desvendou o SAPO24.

O anúncio está na página oficial do INR – Instituto Nacional para a Reabilitação, onde se lê que o aviso “é dirigido às câmaras municipais” e as candidaturas terão de ser submetidas “até ao dia 30 de setembro de 2022”.

Este apoio do PRR representava, por isso, a oportunidade para alargar as portas da casa onde moram, por onde a cadeira de rodas não passa (Lara tem de ser levada ao colo), para colocar uma cadeira elevatória para subir as escadas e para adaptar o terraço.

A culpa nunca é de ninguém?

A mãe da Lara não soube das ajudas pela Câmara Municipal de Braga, que nem informou os munícipes da abertura de candidaturas através do seu site oficial.

Em declaraçõesao SAPO24 conta que “Soubemos destes apoios já tarde e, como não foram divulgados pela câmara de Braga, seguimos o prazo do INR. Foi difícil perceber como nos podíamos candidatar, tive de pedir vários orçamentos – submeti os mais baratos – e, quando consegui tudo, fui à câmara entregar o processo, exatamente no último dia de manhã”, explica. “Não fui impedida de me candidatar, nem me foi dito que a candidatura já não seria considerada. Aceitaram tudo, estava tudo correto e fiquei descansada da vida”.

Um descanso que durou até há dias, quando a outro propósito telefonou para a câmara e acabou por perguntar pelo processo. “Já que estava em linha, pedi para passar outra vez à rececionista para saber da candidatura. É então que falo com uma senhora, Ângela Faria, que me diz que é responsável pelos apoios comunitários. “Ah, entregou no dia 30? Não foi aprovado!” “Mas porquê?”, perguntei. “Porque não tivemos tempo”, foi esta a resposta”, recorda a mãe da Lara.

Ricardo Rio responde nas redes sociais

“[…] A data limite de submissão das candidaturas pelas Câmaras ao INR (e não a data de submissão dos cidadãos aos Municípios) foi o dia 30 de setembro. No caso de Braga, optámos por não fixar uma data limite para recebermos as manifestações de interesse dos particulares para não privar o máximo possível de beneficiários do acesso a este Programa […]”, responde Ricardo Rio no post da mãe da Lara.

O presidente do município termina a dizer: “Lamento pela perda do apoio, mas não havia nada que a Câmara pudesse ter feito de diferente (que não vetar a submissão de candidaturas a partir de uma data anterior, o que não fizemos pelas razões que referi). A nossa expectativa é que possam ser lançados novos avisos para aproveitar as verbas não utilizadas, o que depende do INR”.

Comentários

topo